A Slate, startup de veículos elétricos que conta com o apoio de Jeff Bezos, anunciou que o preço inicial da sua caminhonete totalmente elétrica será de US$ 24.950 (algo em torno de R$ 130.000 em conversão direta). Os pedidos já estão abertos e a aposta está em uma receita extremamente enxuta para conquistar os consumidores.
Os interessados podem fazer uma pré-encomenda mediante um depósito de US$ 300. De acordo com o fabricante, não é necessário escolher os acessórios e as configurações neste primeiro momento. A estratégia consiste em vender o veículo básico primeiro para oferecer as personalizações depois.
Em termos de desempenho, o alcance máximo projetado da caminhonete é de até 330 km, uma autonomia interessante para um modelo tão barato. Apesar do preço agressivo, a fórmula parece inalterada desde a sua concepção original.

Caminhonete leva o minimalismo a sério
Por fora e por dentro, aliás, o utilitário aposta em um design intencionalmente minimalista. Ela leva apenas dois ocupantes e tem capacidade de reboque estimada em até 907 kg. Itens que o consumidor já considera obrigatório, como vidros elétricos, multimídia e até chave presencial, ficaram de fora das três variantes oferecidas: a caminhonete e os SUVs Squareback e Fastback.
A estratégia da Slate é apostar no pragmatismo. A marca acredita que o comprador prefere levar para casa uma caminhonete básica e instalar os acessórios aos poucos, em vez de financiar um veículo lotado de equipamentos que talvez nunca venha a usar.


O desafio dos preços e o fim dos incentivos
A lógica do custo enxuto se estende aos SUVs da marca. O Squareback chegará por US$ 29.950, enquanto a versão Fastback é tabelada em US$ 31.950. Todavia, os planos originais da Slate foram desenhados sob a realidade dos incentivos federais norte-americanos de US$ 7.500 para veículos a bateria.
Com o fim do subsídio governamental, o preço final virou a maior incógnita do projeto. No entanto, com os valores revelados, começa o real desafio de vendas. A lista de espera acumula cerca de 180.000 reservas. O grande teste da startup, porém, será transformar esse entusiasmo inicial em depósitos confirmados.

Se a estratégia funcionar, a marca mostrará que o preço competitivo fala mais alto do que o tamanho das telas ou a capacidade da bateria. Contudo, se falhar, o projeto entrará para a história como mais uma prova de que colocar um carro acessível nas ruas é a tarefa mais complexa da indústria atual.
E você, abriria mão de mimos como vidros elétricos e multimídia gigante por uma picape elétrica barata? Escreva nos comentários!


