O mercado automotivo costuma dividir as marcas entre aquelas que usam sistemas alfanuméricos, como Audi e BMW, e as que apostam em nomes puramente emocionais. A Ford tentou estabelecer um meio-termo estratégico entre as décadas de 1980 e 2000, criando um padrão para facilitar a identificação de seus produtos. A ideia era simples: carros de passeio começariam com a letra F, enquanto os SUVs teriam obrigatoriamente a letra E.
Essa diretriz motivou substituições históricas, como a troca do nome Escort por Focus para alinhar o modelo médio à nova identidade. A regra foi sustentada por nomes como Fiesta, Fusion, Flex, Freestar, Festiva e Figo. Já no segmento de SUVs, o portfólio seguiu com Explorer, Expedition, Excursion, EcoSport, Escape e Edge. O problema é que a própria fabricante sabotava o sistema ao redor do mundo, criando uma confusão geográfica que enterrou a padronização.

![Ford Explorer [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2024/08/ford_explorer_74_edited-1320x792.webp)
Bagunça geográfica da Ford e quebra de protocolo
A inconsistência da Ford tornava-se evidente nas exportações e nos lançamentos regionais. O modelo Escape, por exemplo, recebia o nome Maverick ou Kuga na Europa, fugindo totalmente da regra da letra E. Da mesma forma, enquanto os americanos compravam o Fusion, os europeus rodavam com o Mondeo. A marca ainda mantinha modelos de grande volume como o Ka e o Mondeo junto do Focus e do Fiesta, provando que a hierarquia interna era frequentemente ignorada.
O padrão foi completamente descartado por nomes com herança histórica ou apelo global desconectado de letras iniciais. A linha contemporânea do fabricante exemplifica esse abandono com modelos como Ranger, Territory, Mustang e Transit. O resgate de nomes como Maverick e Bronco reforça que a Ford agora prioriza a força de marcas individuais em vez de uma regra ortográfica que ela mesma nunca conseguiu seguir com precisão.


O espelho da Volkswagen e a exceção à regra
Essa dificuldade em manter padrões de nomenclatura não é uma exclusividade da Ford. Só que a Volkswagen ainda tenta ser mais disciplinada. A marca alemã estabelece que todos os seus SUVs a combustão devem começar pela letra T, embora o mercado brasileiro e o chinês criem anomalias no sistema. O Nivus, desenvolvido no Brasil, quebra o protocolo localmente, mas é rebatizado como Taigo na Europa para ser reintegrado à regra global.
Essa insistência em letras específicas serve como um guia para o consumidor, mas sofre com as pressões do marketing regional. O Atlas é rebatizado como Teramont na China para não ferir a hierarquia dos nomes começados em T. No final, tanto a Ford quanto a Volkswagen provam que a necessidade de soar familiar ao cliente local sempre vence a rigidez dos manuais de identidade corporativa.
Você sente falta da época em que os nomes dos carros seguiam uma lógica ou prefere a liberdade atual de modelos como Maverick e Bronco? Escreva nos comentários.



Os fabricantes poderiam continuar a produzir carros e não computador sobre rodas.
Carro com motor aspirado de quatro cilindros e câmbio manual. Sem kit multimídia e sem tanta frescura.
Acredito que o problema esteja nos políticos e interferência dos empresários no governo. As cidades do interior precisa de carros de verdade. Senão vamos ter que continuar com carros antigos.
Tenho dois Ecosport. Um 2006 e outro 2014. Gostaria de comprar outro Ecosport em 2026. Mas não é possível. Talvez mesmo que fizessem teriam tanta tecnologia inútil e que só encarece o carro que acabaria por não comprar.
Os dois carros são excelentes. Cada um com sua aplicação. Não abro não de nenhum dos dois. São carros na essência.
Todos dois em excelente estado de motor, caixa, carroceria, suspensão, revestimentos internos e bancos. Posso pegar qualquer um dos dois e partir para uma viagem de 3000 km sem preocupação. Moro em Macaé RJ e já viajei com os dois kpara Recife, Foz do Iguaçu, Palmas no Tocantins, Brasília, Caldas Novas e muitas outras cidades.
Os carros novos com denominação SUV não são nem esportivos e muito menos utilitários. São veículos frágeis, com tecnologia frágil, excesso de luxo e pouco conforto, difícil manutenção, principalmente no interior.
Estou preferindo ter 4 carros antigos a ter um carro novo. Tenho uma S10 ano 1995/1996 a gasolina, um eco sport 2006, um Palio 2011 e um eco sport 2014.
Poderiam continuar a produzir estes computadores sobre roda. Tem gosto pra tudo. Mas poderiam voltar a fazer carro com tecnologia já dominada e com preços acessíveis. O que os empresários deveriam fazer é forçar os governantes a reduzir a carga tributária.
Hoje não tenho opção de compra em nenhum fabricante/montadora.