A Ford Ranger prepara a estreia da motorização 2.3 da família Ecoboost para o Brasil. Embora já equipe o utilitário em mercados como o norte-americano, a versão destinada ao Brasil contará com a tecnologia flex, permitindo o uso de etanol e gasolina. Essa estratégia atende à demanda local por caminhonetes médias movidas a combustíveis alternativos ao diesel.
A Ford Ranger 2.3 já cumpre rodadas intensas de testes e validações em solo nacional, utilizando unidades importadas dos Estados Unidos como protótipos de engenharia. Uma unidade foi flagrada pelo perfil BF///MS, com informações da Auto Esporte. Aliás, as unidades de teste mostram detalhes específicos do mercado externo, como os marcadores de iluminação em âmbar e a abertura do vidro traseiro. Apesar do uso dessas unidades, o modelo final chegará ao Brasil via Argentina, mantendo a logística atual da linha Ranger.
Ford Ranger: investimento em Pacheco e detalhes técnicos
A produção da Ford Ranger com motor 2.3 turbo flex faz parte de um ciclo de investimentos na fábrica de General Pacheco, na Argentina. Foram destinados aproximadamente US$ 870 milhões para a modernização e ampliação das instalações. Essa atualização consolida a unidade argentina como o centro exportador de tecnologia da Ford para toda a América do Sul.
Apesar disso, nos Estados Unidos, o motor 2.3 entrega 274 cv e 42,9 kgfm (gasolina). A expectativa é que a adaptação para o sistema flex mostre números de desempenho superiores quando estiver abastecido com etanol. O conjunto trabalhará sempre com a transmissão automática de dez marchas e sistema de tração 4×4. Trata-se do conjunto que será responsável por movimentar a inédita versão Tremor.


A futura variante híbrida
A versão Tremor da caminhonete média chegará com um apelo focado no fora de estrada, seguindo a receita de sucesso já aplicada nos modelos Maverick e F-150. Entre os diferenciais aparecem a suspensão com maior altura em relação ao solo, pneus de uso misto, logotipos exclusivos e detalhes escurecidos na carroceria.
Além disso, a Ford também confirmou a chegada da caminhonete média Ranger PHEV, a variante híbrida plug-in, para o ano de 2027. Com eletrificação, será o mesmo motor 2.3 turboflex, mas em trabalho com o sistema elétrico para entregar uma potência combinada próxima dos 400 cv. A fabricação também ocorrerá na unidade de Pacheco.

E você, acredita que o motor 2.3 turbo flex terá fôlego para encarar as versões diesel da Ranger ou prefere a força bruta tradicional? Escreva nos comentários.



