A adaptação de caminhonetes para operações táticas é uma tendência entre as forças armadas da Europa e da América do Norte. E a Ford inscreveu a Ranger no programa de Veículos de Mobilidade Leve (LMV) do Ministério da Defesa do Reino Unido. Só que para encarar as exigências do exército britânico, teve a entrada da filial britânica da General Dynamics Land Systems, divisão de combate terrestre da General Dynamics.
A novidade consolida um trabalho iniciado em colaboração com a empresa de engenharia Ricardo. O conceito aposta em uma variante militarizada de seis rodas construída sobre a base da Ranger, integrando um sistema de propulsão híbrido projetado para missões de alta exigência.
Com o suporte da General Dynamics, a proposta ganhou conhecimento especializado em blindagem e sistemas de combate. Afinal, a união entre a viabilidade de produção e a expertise de defesa promete entregar um veículo ágil, capaz de operar em terrenos severos sem abrir mão da eficiência energética.

Projeto visa substituir frota histórica até 2030
A General Dynamics prometeu uma conversão capaz de entregar uma solução comprovada, escalável e economicamente viável para as forças armadas. Segundo a empresa, a transformação da caminhonete atende diretamente às exigências operacionais do Exército Britânico, ao mesmo tempo em que cria um forte potencial de exportação e otimiza os custos para os cofres públicos.
O plano faz parte de um programa robusto do Ministério da Defesa do Reino Unido, orçado em 4,8 bilhões de libras. A iniciativa prevê a compra de aproximadamente 2.500 utilitários leves até 2030 para aposentar de vez a frota antiga de Land Rover Defenders e Steyr-Puch Pinzgauers.

Testes decisivos da Ford Ranger começam nos próximos meses
A concorrência promete disputas acirradas nos bastidores do setor de defesa. As avaliações práticas no campo de testes estão agendadas para o período entre outubro de 2026 e janeiro de 2027. Nessa fase, a Ford Ranger de seis rodas enfrentará rivais no processo de seleção. Entre eles, estão o Land Rover Defender Wolf Series II, além de protótipos desenvolvidos pela General Motors e pela Ineos.
Registros divulgados pela General Dynamics e no blog oficial da Ford, de acordo com o Carscoops.com, mostram a caminhonete com diferentes níveis de preparação para o exército. O primeiro deriva da versão Wildtrak e adota uma abordagem mais discreta, trazendo para-choque com quebra-mato, barra na caçamba e envelopamento tático.

Já a segunda configuração adota tração com seis rodas. Apesar de ostentar o visual externo da versão XLT, o protótipo utiliza como base a estrutura reforçada da Ranger Super Duty, plataforma desenvolvida pela marca na Austrália para aplicações extremas.
Propulsão híbrida garante força bruta nas seis rodas
Sob o capô, a caminhonete da Ford usa propulsor V6 3.0 turbodiesel, capaz de entregar 206 cv e 61,1 kgfm. Aliás, a engenharia da Ricardo adicionou um motor elétrico no eixo traseiro para elevar o desempenho operacional. Esse gerador elétrico injeta mais 282 cv de potência ao sistema, garantindo tração máxima tanto nas configurações de rodado 6×4 quanto na tração integral 6×6.
O utilitário adota um pacote severo para encarar cenários de combate. Além disso, o chassi recebeu blindagem inferior em aço, caixa de transferência reforçada, diferenciais dianteiro e traseiro com bloqueio mecânico e suspensão de alta resistência. Essa preparação eleva a altura livre do solo para quase 300 mm e garante capacidade de transposição de trechos alagados com até 850 mm de profundidade.

Os números de trabalho pesado impressionam no campo tático. A caminhonete da Ford suporta reboque de até 4,5 toneladas, carrega até 1.982 kg de carga útil e possui peso bruto total de 8.000 kg. Dentro da cabine, o multimídia de 12 polegadas foi adaptada para rodar softwares táticos militares de empresas parceiras.
Ford Ranger tática: produção britânica e variedade de aplicações táticas
A montadora confirmou que o motor turbodiesel sai da planta de Londres, enquanto o módulo do sistema híbrido vem da fábrica de Halewood. Além disso, o centro de engenharia em Dunton lidera o desenvolvimento e os projetos de conversão militar. Ele é apoiado pela unidade de logística em Daventry no fornecimento de peças.
Para além dos protótipos de seis rodas, a Ford apresentou uma gama completa de variantes operacionais derivadas da Ranger Super Duty. A lista inclui desde versões com proteção balística e até transporte de tropas, utilitários, plataformas de suporte e ambulâncias blindadas para campos de batalha.

Uma Ranger 6×6 híbrida e blindada contra os antigos Defender: você acha que a caminhonete da Ford tem força para vencer esse contrato militar? Escreva nos comentários!


