A Jetour acaba de desembarcar oficialmente no Brasil com três modelos de uma vez e ainda promete outros três lançamentos até o fim de 2026. Entre eles, o Jetour S06, um SUV médio híbrido plug-in que entra direto no território de dois pesos-pesados do segmento.
De um lado está o GWM Haval H6, hoje uma das referências quando o assunto é híbrido plug-in no Brasil. Do outro, o BYD Song Pro, que apesar de ficar abaixo do Song Plus, compartilha a mesma base mecânica e boa parte da tecnologia. Diante desses três, qual realmente faz mais sentido?
Motorização
O Jetour S06 aposta em um conjunto híbrido plug-in formado por um motor 1.5 turbo a combustão, com 135 cv, trabalhando em conjunto com um motor elétrico dianteiro. Alimentado por uma bateria de 19,4 kWh, o sistema entrega no total 315 cv e 52 kgfm de torque.

Segundo o Inmetro, a autonomia elétrica é de 70 km, e o modelo pode ser carregado tanto em corrente alternada, em wallbox de até 6,6 kW, quanto em corrente contínua, com potência de até 40 kW.
O GWM Haval H6 PHEV19 segue uma receita parecida, mas vai um pouco além. Ele também usa um motor 1.5 turbo de 150 cv, combinado com sistema elétrico e bateria de 19 kWh.

O resultado são 326 cv e 55 kgfm de torque, os maiores números do comparativo. A autonomia elétrica chega a 73 km pelo Inmetro, e o Haval também aceita recarga em AC e DC, esta última com potência de até 33 kW.
Já o BYD Song Pro segue um caminho diferente. Seu motor a combustão é um 1.5 aspirado de 98 cv, trabalhando com sistema híbrido plug-in e bateria de 18,3 kWh. O conjunto entrega 235 cv e 43 kgfm de torque, números bem mais modestos que os rivais. A autonomia elétrica é de 62 km. Uma limitação é que o Song Pro não aceita recarga em corrente contínua, apenas em corrente alternada de até 6,6 kW.

Em desempenho, o Haval H6 leva vantagem. Ele acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos, contra 7,8 segundos do Jetour S06. O Song Pro, mesmo com menos potência, faz 0 a 100 km/h em cerca de 7,9 segundos, muito por conta do peso menor — 1.915; 1.807 e 1.700 kg, respectivamente.
Dimensões
Quando o assunto é porte, o BYD Song Pro é o maior no comprimento. Ele mede 4,73 metros, tem 2,71 metros de entre-eixos e porta-malas de 520 litros.

O Haval H6 vem logo atrás em comprimento, com 4,70 metros, mas supera os rivais no entre-eixos, com 2,73 metros. Isso ajuda bastante no espaço para quem vai atrás. O porta-malas também é o maior do trio, com capacidade de 560 litros.
O Jetour S06 acaba ficando para trás nesse ponto. São 4,61 metros de comprimento e 2,72 metros de entre-eixos, um número competitivo, mas que não se traduz em porta-malas grande. A capacidade é de 416 litros, bem abaixo dos dois rivais.
Tecnologia e interior

Os três modelos seguem a cartilha atual do segmento e apostam forte em telas. O Jetour S06 chama atenção pela central multimídia de 15,6 polegadas, a maior do comparativo. O Haval H6 vem logo atrás, com 14,6 polegadas, enquanto o BYD Song Pro usa uma tela de 12,8 polegadas.
Todos oferecem Apple CarPlay e Android Auto sem fio, algo que já virou obrigatório nessa faixa de preço. O painel de instrumentos também é totalmente digital nos três, com 12,8 polegadas no Jetour, 10,25” no Haval e 8,8” no BYD.

Em equipamentos gerais, os três são bem completos. Todos trazem câmera 360 graus, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, chave presencial, freio de estacionamento eletrônico com auto hold e ar-condicionado digital de duas zonas.
É na parte de assistências que o Haval H6 se destaca com mais clareza. Ele oferece itens que os rivais deixam de fora, como assistente de farol alto com comutação automática, frenagem automática em manobras, chamada de assistência de emergência, recuperação veicular e assistente de estacionamento semiautônomo. Além disso, conta com head-up display, navegador GPS integrado, informações de trânsito em tempo real e até roteador Wi-Fi.

O Jetour S06 perde alguns desses recursos. Ele não tem comutação automática do farol alto, não oferece assistente de desembarque para alerta de veículos ao abrir a porta, não conta com frenagem automática em manobras e também não traz chamada de emergência ou recuperação veicular. Outro ponto importante é a ausência do assistente de centralização de faixa, algo que tanto o Haval quanto o BYD oferecem.
O BYD Song Pro fica em uma posição intermediária. Ele traz assistente de centralização de faixa e comutação automática do farol alto, mas também não oferece frenagem automática em manobras nem chamada de emergência.

Por outro lado, os três entregam o pacote básico completo, com alerta de ponto cego, frenagem automática de emergência, piloto automático adaptativo com função stop and go, alerta de tráfego cruzado, faróis full LED, freios a disco nas quatro rodas e monitoramento da pressão dos pneus.
No conforto, o Jetour S06 recupera terreno, tendo ajuste elétrico para os bancos do motorista e do passageiro, algo que o BYD não entrega. Além disso, traz memória para o banco do motorista, um item que nem Haval nem BYD oferecem.

Tanto o Jetour quanto o Haval contam com ventilação no banco do motorista, recurso ausente no Song Pro. Outro ponto importante é o teto solar panorâmico, presente no Jetour e no Haval, mas inexistente no BYD. Por outro lado, o Jetour não tem retrovisor interno fotocrômico, item presente nos dois rivais.
Preço e proposta

O Jetour S06 Premium custa R$ 229.900, enquanto o Haval H6 PHEV19 sai por R$ 248.000. Já o BYD Song Pro GS custa R$ 199.990. O Haval é o mais completo, o mais potente e o mais tecnológico, mas também é o mais caro. O BYD é o mais barato, mas cobra o preço em desempenho, potência e ausência de recarga rápida em DC.
O Jetour aparece no meio do caminho, entregando mais potência que o BYD, recarga rápida, bom nível de conforto e preço mais baixo que o Haval. Vale lembrar que o S06 tem a versão de entrada Advance de R$ 199.990, onde perde alguns itens. O Haval, por outro lado, tem a versão sem carregamento externo, a HEV2, de R$ 220.000.
E aí, se fosse o seu dinheiro, você levaria qual desses três SUVs híbridos plug-in para a garagem? Deixe seu comentário!



