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Invasão coreana

Kia prepara caminhonete com tecnologia EREV para inibir Ford e Toyota

A Kia confirmou novas caminhonetes híbridas e elétricas com extensor de autonomia para os EUA. Meta é vender 90 mil unidades

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O mercado norte-americano é conservador quando o assunto são caminhonetes, mas a Kia está pronta para invadir esse território. Ao lado da Hyundai, ela trabalha no desenvolvimento de duas novas picapes médias para os Estados Unidos. Ao contrário de projetos puramente urbanos, os novos utilitários adotam a construção de carroceria sobre chassi, mirando no público de Toyota Tacoma e Ford Ranger.

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A estratégia da Kia ganhou confirmações durante a conferência anual para investidores. O CEO da marca, Ho Sung Song, encerrou o mistério sobre o conjunto mecânico ao confirmar que oferecerá duas opções de eletrificação. Portanto, os clientes poderão escolher entre motores híbridos tradicionais e equipados com extensor de autonomia (EREV).

Essa decisão posiciona as caminhonetes da Kia em um cenário de dupla competição. Enquanto as versões híbridas enfrentam as rivais médias, a tecnologia EREV possibilita ao fabricante avançar sobre modelos de alto valor agregado, como Rivian R1T e Tesla Cybertruck. O objetivo é conquistar quem busca versatilidade sem a ansiedade de recarga típica dos modelos puramente elétricos.

Nova caminhonete e robustez técnica

Embora a Kia mantenha detalhes técnicos sob sigilo, a promessa é da caminhonete oferecer uma capacidade de reboque competitiva, assim como um bom desempenho no off-road. Sendo assim, atendendo tanto ao trabalho severo quanto ao lazer. O projeto ainda transmite uma cabine dupla espaçosa, desenhada para equilibrar funcionalidade e conforto no uso cotidiano.

Além disso, a caminhonete compartilhará sua arquitetura com a futura picape da Hyundai, derivada do conceito Boulder apresentado no Salão de Nova York. Essa herança pode sugerir uma personalidade visual, embora o desenho final precise superar a polêmica causada pela Kia Tasman na Austrália. Caso as linhas do Boulder ditarem o ritmo, a Kia tem a chance de entregar um produto com um design menos exótico que da Tasman.

Conceito Hyundai Boulder parado de frente
Hyundai Boulder [Divulgação]

Metas agressivas e um milhão de unidades

O novo utilitário não nasce para ser um coadjuvante, pois a Kia estima vender cerca de 90.000 unidades anuais apenas na América do Norte. Trata-se de uma meta agressiva para uma marca sem tradição em picapes nos EUA, mas que reflete a confiança atual da fabricante coreana em desafiar a hegemonia das marcas locais.

Aliás, a Kia projeta ultrapassar um milhão de veículos vendidos anualmente na região até 2030, atingindo 6,2% de participação de mercado. Para sustentar esse crescimento, a empresa dobra sua oferta de híbridos, expandindo de quatro para oito modelos eletrificados no portfólio global.

Do Telluride ao Seltos: eletrificação em massa

O Telluride, sucesso entre os SUVs de grande porte, receberá variantes híbridas e opções EREV na próxima geração. Simultaneamente, a Kia planeja impulsionar o Sportage para o patamar das 200.000 unidades anuais. Até o compacto Seltos entra na jogada com visual renovado e uma inédita versão híbrida.

Essa movimentação demonstra que a Kia pretende eletrificar sua base sem impor uma transição abrupta. Ao oferecer desde caminhonetes até SUVs compactos híbridos, a marca cerca o mercado por todos os lados, provando que a estratégia abrange desde as trilhas até a praticidade das ruas europeias.

Kia Seltos 2027 [divulgação]
Kia Seltos 2027 [Divulgação]

E você, o que achou da estratégia da Kia? Acha que uma caminhonete com extensor de autonomia consegue desbancar as tradicionais americanas? Escreva nos comentários

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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