A venda de carros chineses na própria China está caindo, enquanto as exportações aumentam. Com isso, a guerra de preços se intensificou e cada vez menos montadoras conseguem lucrar. Um estudo revelou que, entre as fabricantes que produzem apenas veículos eletrificados, somente BYD, Xiaomi e Leapmotor operam no azul.
De acordo com o levantamento da AlixPartners, apenas essas três fabricantes de carros chineses conseguem registrar lucro ao vender exclusivamente híbridos, elétricos e modelos REEV. Além disso, a consultoria afirma que outras quatro marcas poderão voltar a lucrar até 2030, mas não revelou quais são.
Marcas como GWM, Chery, Changan e GAC, todas presentes no mercado brasileiro, não aparecem no estudo porque também vendem carros puramente a combustão. Assim, o levantamento considera apenas fabricantes dedicadas exclusivamente aos veículos eletrificados.
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Guerra de preços ameaça fabricantes de carros chineses
Outro levantamento, feito pelo South China Morning Post, mostra que, até o fim de 2026, pelo menos 50 fabricantes de carros chineses eletrificados devem falir. Por isso, o cenário preocupa principalmente as marcas mais jovens e com menos recursos. A situação lembra o que aconteceu recentemente com a Neta.
Voltando às fabricantes lucrativas, boa parte do resultado positivo de BYD e Leapmotor vem das exportações. As projeções apontam que a China exportará cerca de 10 milhões de veículos em 2026. Isso representa um crescimento de 41% em relação ao ano passado.

Países como o Brasil despertam grande interesse das fabricantes de carros chineses, especialmente porque o segmento de eletrificados ainda tem espaço para crescer. Além disso, esse mercado é amplamente dominado justamente por marcas oriundas da China.
Fim de incentivos deve pressionar ainda mais o setor
A partir do próximo ano, a China removerá incentivos fiscais para carros elétricos, híbridos plug-in, REEVs e veículos comerciais movidos a célula de combustível. Como consequência, os preços tendem a subir. Caso isso não aconteça, as montadoras terão de absorver parte dos custos. O problema é que muitas delas já operam no vermelho, o que pode acelerar a consolidação do mercado de carros chineses.

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