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Morre Cláudio Carsughi, referência do jornalismo automotivo e esportivo, aos 93 anos

O jornalismo brasileiro perdeu Cláudio Carsughi, um de seus maiores ícones. Ítalo-brasileiro e referência na Fórmula 1, no futebol e no setor automotivo

3 min de leitura

O jornalista Cláudio Carsughi faleceu na manhã desta quinta-feira (10). Um dos maiores ícones do jornalismo esportivo do país, destacando-se na cobertura do futebol e, especialmente, do automobilismo e da Fórmula 1. Nascido em Arezzo, na Itália, em 1932, Carsughi cresceu em Florença e chegou ao Brasil em 1946, aos 13 anos.

Cursou Engenharia Civil na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). No entanto, o jornalismo falou mais alto: desde 1950, atuava como correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport. No início da década de 1950, trabalhou na Rádio Cultura de Poços de Caldas (MG). Já em 1957, passou a integrar a equipe da Rádio Panamericana, emissora que mais tarde se tornaria a Rádio Jovem Pan.

Foi na Jovem Pan que Carsughi consolidou sua carreira. Ele se tornou o primeiro jornalista brasileiro a cobrir presencialmente o campeonato mundial de Fórmula 1 e um dos pioneiros na cobertura da indústria automotiva. Em 1956, inclusive, foi um dos primeiros profissionais a testar a Romi-Isetta, considerada o primeiro carro produzido no Brasil.

Romi-Isetta [divulgação]
Romi-Isetta [Divulgação]

Outras passagens de Cláudio Carsughi

Além da longa trajetória na Jovem Pan, o jornalista acumulou passagens por veículos de grande relevância, como Jornal da Tarde, Rádio Record, Rádio Gazeta, revista Placar e revista Quatro Rodas. Aliás, nesta última, inclusive, entrou para a história ao ser o primeiro jornalista no Brasil a avaliar o Volkswagen Gol, no seu lançamento em 1980.

Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Carsughi atuou como correspondente de veículos internacionais do porte de Corriere dello Sport, Calcio e Ciclismo Illustrato, Tuttosport e La Stampa. Em todas essas redações, destacou-se pela cobertura in loco de Copas do Mundo, dezenas de GPs de Fórmula 1, Salões do Automóvel e avaliações de veículos.

GP da Itália [Divulgação]

Paixão pela Ferrari

Sua marca registrada sempre foi a paixão declarada pela Ferrari, a precisão no uso de estatísticas e o profundo conhecimento do automobilismo das décadas de 1950, 1960 e 1970. Após deixar a Quatro Rodas em 1990, atuou também na revista O Mecânico. Nos anos 2000, fundou o Portal Carsughi, veículo atualmente comandado por sua filha, Claudia Carsughi (foto abaixo), também autora da biografia “Claudio Carsughi – Meus 50 Anos de Brasil”.

“Nós do Auto+ prestamos nossas mais sinceras condolências à família, aos amigos e aos admiradores de Cláudio Carsughi. O jornalismo brasileiro perde um gigante, mas seu legado de paixão, precisão e genialidade na cobertura automotiva e esportiva permanecerá eterno.”

Prêmio Carsughi L'Auto Preferita 2025
Prêmio L’Auto Preferita 2025 [Divulgação]

Qual memória ou comentário de Cláudio Carsughi você mais se recorda na TV ou no rádio? Deixe sua homenagem nos comentários.

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