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A China é ameaça?

Porsche diz que próximo passo de um dono de BYD é um Porsche

Ao invés de enxergar os chineses como ameaça, a Porsche os vê como uma oportunidade para capitalizar no futuro

2 min de leitura

Enquanto a maioria das marcas tem visto os carros chineses como uma grande ameaça, a Porsche enxerga a situação de maneira diferente. Em primeiro lugar, a montadora acredita que nenhuma fabricante chinesa conseguirá competir com o pedigree de uma marca histórica. Além disso, a Porsche se posiciona como o próximo passo natural para donos de modelos da BYD, GWM e outras marcas orientais.

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Recentemente, em entrevista à imprensa australiana, o CEO da Porsche Austrália, Daniel Schmollinger, afirmou que vê com bons olhos a invasão chinesa. Afinal, no mercado australiano, marcas como BYD, GWM e Omoda & Jaecoo exercem uma pressão fortíssima, de forma muito similar ao que ocorre aqui no Brasil atualmente.

A oportunidade no ciclo de troca

De acordo com o executivo, essa movimentação representa uma oportunidade de ouro. Schmollinger explicou que os chineses operam em uma faixa de preço diferente da Porsche, funcionando como uma porta de entrada. Com efeito, ele prevê que, em cerca de três anos, os compradores de elétricos de primeira viagem buscarão um upgrade para algo mais especial.

Porsche Macan Turbo branco em uma estação de trem
Porsche Macan Turbo [Auto+ / João Brigato]

Inegavelmente, a marca alemã pretende estar pronta para capturar esse cliente. Todavia, os chineses já invadem territórios tradicionais da Porsche há algum tempo. Por exemplo, existem vários clones do Taycan no mercado chinês e o Xiaomi SU7 apresenta performance parelha às versões mais fortes do elétrico alemão custando apenas uma fração do preço.

Desempenho chinês em xeque

Além disso, o SUV YU7 partiu para cima do Macan EV e do Cayenne EV com propostas agressivas. Por outro lado, a BYD detém atualmente o título de carro mais rápido do mundo com o Yangwang U9, que atingiu 496,22 km/h. Portanto, embora ainda não possuam a mesma dinâmica apurada por décadas, os elétricos chineses podem desafiar o status de segundo passo dos compradores.

Em suma, resta saber se o glamour da marca de Stuttgart será suficiente para frear o avanço tecnológico asiático.

Será que a Porsche vai sobreviver à ameaça dos carros elétricos ou deve focar em esportivos a combustão? Conte nos comentários.

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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