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Toyota Hilux a hidrogênio chega em 2028 com recarga em 5 minutos

Toyota confirmou a produção da Hilux FCEV para 2028 na Europa. Com 400 km de autonomia, supera a versão elétrica

3 min de leitura

Fiel à sua estratégia de atacar a eletrificação em várias frentes, a Toyota confirmou a produção em série da Hilux FCEV a partir de 2028. Movida a célula de combustível de hidrogênio, a caminhonete média desembarcará no mercado europeu para conviver lado a lado com as variantes a diesel MHEV (híbridas leves de 48V) e com a opção 100% elétrica a bateria (BEV).

A trajetória do hidrogênio no utilitário, contudo, não é recente. O fabricante revelou o primeiro protótipo da Hilux H2 ainda em 2022, herdando o conjunto motopropulsor do sedan Mirai. Em seguida, montou dez unidades no Reino Unido para testes intensivos.

Esse lote experimental trazia três tanques alojados no chassi, bateria sob a caçamba e alcance de 600 km, impulsionado por um motor elétrico traseiro de 182 cv e 30,6 kgfm. Agora, a marca revelou o primeiro teaser da versão definitiva, sugerindo uma assinatura luminosa exclusiva com luzes DRL segmentadas.

Toyota Hilux FCEV 2028
Toyota Hilux FCEV 2028 [Divulgação]

Toyota Hilux com mais alcance e força que a versão 100% elétrica

Embora os dados técnicos finais permaneçam sob sigilo, os números preliminares já escancaram a superioridade do hidrogênio sobre o modelo movido a bateria. A engenharia projeta uma autonomia estimada de 400 km no ciclo WLTP e capacidade de reboque de 2.500 kg.

Em contrapartida, a Toyota Hilux BEV entrega 257 km de alcance e puxa entre 1.600 kg e 2.000 kg. Essa diferença reforça a tese da marca de que baterias pesadas ainda limitam veículos comerciais voltados ao trabalho severo. Além do desempenho superior, a tecnologia FCEV garante um trunfo imbatível nas bombas: encher os tanques leva cerca de cinco minutos.

Entretanto, o modelo enfrentará severos gargalos antes de emplacar. O Observatório Europeu do Hidrogênio aponta a existência de apenas 179 postos operacionais na Europa e no Reino Unido, o que limitará as vendas a frotas corporativas com estrutura própria. Adicionalmente, o elevado custo da tecnologia deve posicionar o preço da FCEV bem acima das opções a combustão e BEV.

Meta agressiva, parceria com Stellantis e diesel limpo

A confirmação da caminhonete integrou a apresentação da divisão de veículos comerciais leves (VCL) da Toyota no Salão de Hannover (IAA Transportation). A marca vive forte expansão no segmento na Europa, dobrando seu volume em cinco anos e mirando atingir 200 mil vendas anuais até 2030 (8% de participação).

Para atingir essa meta, a empresa apoia-se também em uma aliança com a Stellantis, que fornece a linha de vans Proace. Essa sinergia garante opções 100% elétricas em toda a gama, fazendo com que os modelos de emissão zero representem 22% das vendas comerciais da marca.

Mirai
Toyota Mirai [Divulgação]

Mesmo acelerando a eletrificação e o hidrogênio, a Toyota defende que uma única solução não atende a todos os perfis de uso. Por isso, a empresa mantém os motores a diesel no portfólio, mas viabilizou a compatibilidade dessas mecânicas com combustíveis renováveis, como o óleo vegetal tratado com hidrogênio (HVO), garantindo a redução imediata na pegada de carbono da frota.

Com recarga em 5 minutos e maior capacidade de carga que a elétrica, a Hilux a hidrogênio é a solução ideal para o trabalho ou a falta de postos vai travar a caminhonete? Escreva nos comentários!

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