A Toyota acelerou os testes de sua inédita caminhonete monobloco, derivada da plataforma do Corolla Cross. Conhecida internamente como Projeto 150D, ela passa pela fase de desenvolvimento. A estreia oficial está prevista para o primeiro semestre de 2027, consolidando a participação do fabricante no concorrido segmento de utilitários intermediários.
Embora a dianteira ainda seja mantida sob sigilo, informações publicadas pelo Autos Segredos indicam que a caminhonete terá um visual exclusivo, distanciando-se esteticamente do Corolla Cross. Na traseira, a identidade visual exibirá nas versões topo de linha as lanternas, que atravessam a tampa da caçamba de ponta a ponta com uma barra iluminada em LED. As imagens foram geradas por IA pelo portal.
Já as configurações de entrada adotarão um acabamento em acrílico para unir o conjunto óptico. Apesar disso, outro detalhe é a placa de identificação no para-choque, que integra um degrau de apoio para facilitar o acesso ao compartimento de carga.

Motorização da caminhonete do Corolla Cross
Sob o capô, a nova picape da Toyota oferecerá opções para diferentes perfis de uso. As versões de entrada trarão o 2.0 Dynamic Force Flex de até 176 cv e 21,4 kgfm (etanol), sempre acoplado à transmissão CVT de 10 marchas simuladas. Essa base já consagrada no sedan e no SUV garante confiabilidade e desempenho competitivo.
Sobretudo, o grande salto tecnológico, entretanto, está nas versões mais caras. A Toyota prepara a estreia do seu primeiro sistema híbrido plug-in (PHEV) flex no Brasil. Este conjunto, apresentado no novo Prius durante a Fenasucro 2025, combina um motor 2.0 a gasolina com dois propulsores elétricos.


O sistema entrega 223 cv combinados nos Estados Unidos. Contudo, a versão nacional será calibrada para o etanol, o que deve resultar em um ganho de potência e torque em relação ao modelo norte-americano.
Tração integral E-Four e autonomia elétrica recorde
As variantes topo de linha contarão com o sistema de tração AWD elétrica (E-Four). Esse conjunto trabalha com o câmbio e-CVT (transaxle) e um terceiro motor elétrico dedicado exclusivamente ao eixo traseiro, gerenciando a tração sob demanda. É uma solução que une a robustez para uma caminhonete com a eficiência de um veículo de nova energia.
Além disso, para alimentar esse sistema, a Toyota emprega uma bateria de 13,6 kWh, herdada da nova geração do Prius. No ciclo WLTP, essa configuração garante uma autonomia de até 86 quilômetros no modo puramente elétrico. Aliás, na prática, isso permitirá que o proprietário realize a maioria dos trajetos urbanos diários sem consumir combustível, reservando o motor flex apenas para viagens longas ou situações que exijam força total.
![Toyota Prius [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/12/toyota_prius_xle_97.webp)
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