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Tchau, Seat

Volkswagen vai matar uma marca que já vendeu carros no Brasil

Seat foi deixada de lado aos poucos pela Volkswagen e agora não faz o menor sentido dentro da gama do grupo alemão

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Desde que o grupo Volkswagen emancipou a divisão esportiva Cupra da marca Seat, a espanhola passou a perder relevância. Mas a situação chegou ao seu limite e agora a Volkswagen vai matar a Seat. Vale lembrar que a marca espanhola atual no Brasil durante os anos 1990 e começo dos 2000.

O martelo final será decidido em uma reunião da alta cúpula da Volkswagen nesta semana, mas a morte da Seat é praticamente dada como certa pela imprensa europeia. Vários fatores colaboram para isso. Primeiro, a Seat foi retirada dos planos de longo prazo da VW, demonstrando falta de investimentos.

Além disso, já faz uns bons anos que a Seat não lança um carro novo. O último foi o Leon de quarta geração, em 2020. Só que, desde então, a marca segue com os mesmos carros de sempre, no máximo reestilizados. De fato, a última novidade da marca foi a reestilização do Ibiza e do Arona, mostrada no ano passado.

Seat Leon (divulgação)

Cupra cresce enquanto Seat perde espaço

Em compensação, a Cupra, emancipada da Seat em 2018, teve o lançamento de modelos como Formentor, Terramar, Tavascan, Born e Raval, todos no espaço de seis anos desde que o último Seat 100% novo foi revelado. O fato de que o Born e o Formentor terem sido originalmente desenhados para ser Seat, mas terem migrado para a Cupra, deixou claro que a marca espanhola perdeu totalmente seu protagonismo.

Considere outro fator: as vendas. A Cupra cresceu 33% em um ano, enquanto a Seat caiu 17%. Juntas, as duas marcas emplacaram 586.300 unidades, mas o grupo Volkswagen quer agora que a Cupra venda sozinha 600 mil carros por ano. Para isso, a morte da Seat faz todo sentido. Entretanto, o plano é fechar a Seat dentro de três anos, fazendo a transição gradual de clientes para a Cupra.

Cupra Terramar cinza parado de frente
Cupra Terramar [Divulgação]

O dinheiro que a Volkswagen investia para manter a Seat viva será transferido para a Cupra no desenvolvimento de novos modelos e expansão global da marca. Pensada para ser uma espécie de Porsche da classe média, a Cupra faria todo sentido em mercados como o Brasil, onde ela poderia fazer a ponte entre VW e Audi.

Você teria um carro da Cupra? Conte nos comentários.

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