Nos anos 1990, as famílias de entrada — como as linhas VW Gol e Fiat Palio — reuniam hatch, sedã, perua e picape. Atualmente, o mercado exige uma nova lógica, e o padrão estabelecido pela Citroën com a família C3 guiará os próximos passos das grandes fabricantes no Brasil como Fiat, Chevrolet e Hyundai.
Hoje, a Citroën atua com o hatch C3, o SUV cupê Basalt e o SUV de sete lugares Aircross. Essa mesma configuração familiar servirá de base para Fiat, Chevrolet e Hyundai, embora cada marca planeje artimanhas específicas para seus respectivos segmentos.
Hyundai: integração global entre HB20, Bayon e Creta

Diferente do cenário atual, onde o Brasil possui uma linha exclusiva de compactos, a Hyundai integrará suas operações globais. A marca sul-coreana unificará os projetos do HB20 e do i20 europeu, mantendo apenas variações pontuais de motorização e acabamento para cada mercado.
A fabricante aplicará essa mesma fusão ao Creta e ao Kona, que formarão um modelo único no futuro. No entanto, a grande mudança ocorre no lugar do HB20S: a Hyundai escalará um SUV subcompacto cupê para enfrentar o Volkswagen Nivus e o Fiat Fastback. O novo modelo substituirá o Bayon atual, herdando o nome, mas adotando o estilo cupê que o consumidor brasileiro tanto valoriza.
Chevrolet: parceria com Hyundai e o novo SUV Sonic

A Chevrolet traçará um caminho ousado ao compartilhar plataformas com a concorrente Hyundai. A próxima geração do Chevrolet Onix nascerá do projeto do HB20, enquanto o novo Tracker utilizará a base do Creta. Até mesmo o sucessor do Onix Plus partirá da arquitetura do Hyundai Bayon.
Antes dessa transição completa, a General Motors lançará o Chevrolet Sonic, um SUV subcompacto baseado na plataforma do Onix atual. A marca pretende atrair gradualmente os clientes do Onix Plus para este novo modelo, oferecendo um porta-malas superior ao do hatch do qual ele será derivado. Assim, o mercado absorverá a transição para os SUVs antes mesmo da Chevrolet descontinuar o seu tradicional sedã.
Fiat: alinhamento com a Stellantis e o novo Argo

Dentro do grupo Stellantis, a Fiat espelha a estratégia da Citroën de forma direta. O novo Fiat Argo — que deveria se chamar novo Uno — compartilha tudo com o Fiat Grande Panda europeu e será o equivalente italiano do Citroën C3. No mercado, contudo, será posicionado um degrau acima do primo francês.
A próxima geração do Fiat Fastback assumirá o papel de SUV cupê global e ganhará parentesco direto com o Citroën Basalt. O novo Fiat Pulse abandonará o segmento de subcompactos para atuar como um SUV compacto de sete lugares, seguindo a lógica do Aircross. Com essa estratégia, a Fiat retira o Cronos da família principal, embora a fabricante mantenha o sedã e o Argo original em linha por mais um tempo
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