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Ford já trabalha na próxima geração da Ranger, mas pode ter problemas

Enquanto várias rivais ainda não se atualizaram, a Ford Ranger já tem uma nova geração em preparação

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O segmento de caminhonetes médias vive de ciclos. Quando um modelo se renova, o restante vai seguindo pouco a pouco, até que passamos um tempo sem nenhuma mudança de geração ou reestilização. A Ford Ranger puxou a fila das atuais picapes e vai fazer isso novamente no próximo ciclo de renovação.

Isso porque a Ford já confirmou que trabalha na nova geração da Ranger, prevista para 2030. A divisão australiana do oval azul toca todo o trabalho de engenharia e desenvolvimento com ajuda das filiais do Brasil, dos EUA e da Tailândia. Só que o berço escolhido pela Ford pode resultar em problemas.

Desde 2016, a Ford não produz mais carros na Austrália e mantém apenas o mesmo esquema do Brasil: um centro de desenvolvimento com áreas de engenharia e design, além da venda de seus modelos como importadora. Só que, diferentemente do nosso país, a operação australiana pode sofrer uma baixa forte.

Ford Ranger XLT V6 [Auto+ / João Brigato]
Ford Ranger XLT V6 [Auto+ / João Brigato]

Jim Farley, CEO da Ford, já acenou para a possibilidade de fechar o centro de desenvolvimento da Ford Austrália por questão de custos. O problema é que o país responde pelo projeto da Ranger e do Everest, com 1.500 engenheiros empenhados somente nos dois modelos.

Ranger pode ter desenvolvimento afetado

Em entrevista à revista Drive, Fadi Mawal, CEO da Ford Austrália, afirmou que “nosso plano é continuar a liderar o desenvolvimento da Ranger e do Everest no futuro. Estamos trabalhando nisso agora [a nova geração da Ranger], então vamos seguir tocando o projeto até que alguém diga o contrário”.

Ford Everest [divulgação]
Ford Everest [divulgação]

O ponto delicado é que a matriz da Ford vê a operação da Austrália como uma torneira de dinheiro. Jim Farley, quando visitou o país do canguru no começo do ano para acompanhar o retorno da Ford à Fórmula 1, afirmou que os custos locais são muito mais altos do que os da Ásia.

Manter o desenvolvimento na Austrália somente para a Ranger, ainda que ela seja o carro mais global da Ford, pode custar caro. Especialmente com centros de desenvolvimento presentes na Tailândia, China e Brasil, que têm custos muito mais reduzidos.

Ford Ranger Raptor [Auto+/Luiz Forelli]

Você teria uma Ford Ranger agora ou prefere esperar pela próxima geração? Conte nos comentários.

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