Os planos de eletrificação da Volkswagen no Brasil demoraram, mas vão se concretizar de maneira rápida. Isso porque a marca prepara uma onda de modelos MHEV e híbridos de verdade por aqui, além de investir mais em elétricos. Mas a fabricação de carros elétricos por aqui também será realidade.
Fontes ligadas à marca revelaram ao Auto+ que a Volkswagen já estuda e desenvolve planos para ter uma plataforma multienergia no Brasil depois de 2030. Atualmente, isso não é possível dentro da realidade da marca, que tem a MQB para modelos a combustão e híbridos e a MEB para elétricos.
Plataforma para todos os tipos de motorização
A ideia, segundo essas fontes, é ter uma base local que possa servir tanto a modelos puramente a combustão (gasolina, etanol ou flex) quanto a semi-híbridos, híbridos de todos os tipos (HEV, PHEV e REEV), além de puramente elétricos. A inspiração vem do que a Stellantis fez e do que a BMW conseguiu agora.

Hoje, a base EMP2 (STLA Medium), usada no Peugeot 3008 e no Jeep Compass europeu, permite que o grupo construa carros com todo tipo de motorização. Pegue como exemplo o Opel Astra ou o Peugeot 308: eles têm versões diesel, gasolina, MHEV, HEV, PHEV e 100% elétrica. Tudo usando a mesma base.
O mesmo vale para a BMW, que consegue, com a base de seus modelos de tração dianteira, fazer desde o Mini Countryman até os BMW X1 e X2 terem opções de motorização de tudo quanto é tipo. Inclusive versões elétricas e variantes esportivas que podem ser totalmente elétricas, parcialmente elétricas ou puramente a combustão.
Tera e T-Cross poderiam ter versões elétricas

A plataforma multienergia da Volkswagen permitirá que, por exemplo, uma futura segunda geração do Tera nasça com opções de motor 1.0 aspirado, 1.0 TSI puramente a combustão, 1.0 TSI semi-híbrido e totalmente elétrico. Já modelos maiores, como um futuro T-Cross, além dessas variantes, terão acesso a motores PHEV e HEV.
A base multienergia da Volkswagen pode se tornar global, mas atualmente a marca trabalha em uma desglobalização de projetos, o que viabiliza maior atenção no desenvolvimento local de produtos. A própria marca já admite que desenvolver um carro só para o mundo inteiro não é mais possível nem realidade.

Por conta disso, ela prefere fazer modelos locais que atendam ao gosto do consumidor específico. Uma base modular e multienergia no Brasil permitirá atender à demanda ainda alta por modelos a combustão e aquecer o segmento de híbridos e elétricos com produção nacional. Especialmente no momento em que os europeus estão prestes a abandonar os carros a combustão.
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