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Sai importado, entra nacional

Jeep troca importados por produção de SUVs híbridos no Brasil

Compass 4xe e Grand Cherokee 4xe saem de linha, mas Stellantis investirá em híbridos da Jeep feitos no Brasil

3 min de leitura

A Stellantis acelera uma mudança estratégica no mercado brasileiro. A marca encerrou a oferta do Compass 4xe e do Grand Cherokee 4xe no Brasil para focar em uma nova era tecnológica. Em vez de depender de lotes estrangeiros, a Jeep agora prioriza a fabricação de SUVs híbridos diretamente no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco. E não teremos somente um Jeep híbrido nacional, mas sim três.

O fim da importação dos modelos 4xe

Fatores globais e o desempenho local motivaram a retirada dos modelos importados. A fábrica da Itália parou de produzir o lote atual do Compass híbrido, enquanto a Jeep americana descontinuou o Grand Cherokee 4xe nos Estados Unidos.

Além disso, as críticas dos consumidores brasileiros sobre a baixa autonomia elétrica e os preços altos pesaram na decisão. A Stellantis agora busca reverter esse cenário com produtos desenvolvidos para a realidade das estradas brasileiras. E, em especial, estancar a fuga de clientes para SUVs chineses.

Jeep Grand Cherokee 4xe [divulgação]
Jeep Grand Cherokee 4xe [divulgação]

Goiana assume protagonismo na eletrificação nacional

A saída dos importados abre caminho para o sistema Bio-Hybrid nacional. A Stellantis quer democratizar a eletrificação com tecnologias produzidas localmente, utilizando a infraestrutura do estado de Pernambuco. Com isso, ela passará de importadora de SUVs híbridos para fabricante de utilitários eletrificados aqui no Brasil. E isso vai acontecer já nesse ano.

Tecnologia MHEV: Renegade, Compass e Commander

Os SUVs Renegade, Compass e Commander receberão o sistema semi-híbrido de 48V ainda em 2026. Nessa configuração, um motor elétrico substitui o alternador e auxilia o propulsor 1.3 turbo flex. O sistema aumenta o torque em retomadas e otimiza o consumo de combustível, oferecendo uma solução eficiente para o mercado nacional. Só que, como o motor elétrico não move o carro, não pode ser chamado de híbrido.

Protótipo do Jeep Renegade camuflado, visto de frente e com faróis acesos
Protótipo do Jeep Renegade reestilizado [Autos Segredos/ Reprodução]

Expansão para híbridos (HEV) e plug-in (PHEV)

A plataforma Small Wide — base usada por todos os Jeep feitos no Brasil, além da Fiat Toro e da Ram Rampage — também abrigará os sistemas HEV (pleno) e PHEV (plug-in). Diferente dos antigos modelos importados, esses novos conjuntos prometem uma autonomia elétrica muito maior, atendendo à principal demanda dos clientes da Jeep no Brasil, que migraram para SUVs híbridos chineses por conta disso.

Futuro elétrico e novos segmentos

Embora foque nos híbridos nacionais, a Jeep ainda observa o segmento de luxo. A marca estuda trazer o Jeep Avenger elétrico para o Brasil via importação. Outra possibilidade para o futuro próximo é o novo Jeep Cherokee híbrido, que ocuparia a vaga deixada pelo Grand Cherokee no topo da linha.

Jeep Cherokee 2026 overland azul de frente
Jeep Cherokee 2026 [divulgação]

Você acredita que essa estratégia da Jeep foi bem acertada? Conte nos comentários.


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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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