O governo federal anunciou nesta terça-feira (12) uma nova linha de financiamento para motoristas de aplicativo e taxistas comprarem carro próprio. A iniciativa foi anunciada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, e deve sair do papel até o fim deste mês.
Programa quer reduzir dependência de carros alugados
A ideia é criar um programa de renovação de frota nos moldes do Move Brasil, lançado no fim de abril para caminhões e ônibus. Desta forma, o governo quer oferecer crédito com juros menores e prazos mais longos. Assim, diminui o peso na compra de um veículo.
Segundo Boulos, muitos motoristas de aplicativo ainda dependem de carros alugados para trabalhar. Com isso, uma parte relevante do faturamento diário acaba destinada apenas ao pagamento da locadora, antes mesmo de o profissional calcular combustível, manutenção, alimentação, impostos e outros custos da rotina.

“Um dos grandes problemas do motorista de aplicativo, de Uber, é que às vezes o carro não é dele. Muitos alugam carro em locadora e passam metade do dia de trabalho só para pagar a diária do carro”, afirmou o ministro.
Como o financiamento deve funcionar na prática
Ainda faltam detalhes para entendermos de fato como irá ocorrer, como a taxa de juros, valor máximo financiado, bancos participantes, uma exigência de entrada, limite de renda e quais veículos poderão entrar no programa. Portanto, por enquanto, o funcionamento ainda depende da uma regulamentação oficial.
Toyota Corolla mostra como a conta pode mudar

Um Toyota Corolla GLi custa R$ 191.890 na tabela cheia, mas taxistas podem encontrar o sedã por valores bem menores, na casa de R$ 129 mil a R$ 131 mil, por causa de isenções como IPI e ICMS, além de descontos de fábrica.
Nesse caso, um financiamento com taxa reduzida poderia tornar a compra mais viável para quem roda muito e precisa de um carro confiável, espaçoso e aceito em categorias superiores de transporte.

Para motoristas de aplicativo, porém, a conta muda conforme o uso. Quem paga aluguel semanal ou mensal precisa comparar esse valor com a futura parcela, seguro, revisão, pneus, IPVA, combustível e desvalorização, algo que carro de locadora normalmente é feito pela empresa.
Ou seja, o carro próprio pode melhorar a renda, mas só faz sentido se o financiamento realmente vier com condições mais leves que as praticadas hoje no mercado.
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