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Mercedes-Benz Sprinter com câmbio automático é um carro de passeio gigante | Impressões

Mercedes-Benz Sprinter ganha câmbio automático do Classe E para elevar o conforto e reduzir manutenções por mau uso

6 min de leitura

Seja no transporte de mercadorias, de passageiros ou outras diferentes aplicações, o Mercedes-Benz Sprinter é um best-seller do nosso mercado. Contudo, precisava de uma comodidade já oferecida há três anos pelo utilitário Ford Transit: o câmbio automático. O veículo comercial é importado da Argentina e os preços começam em R$ 274.300 na versão chassi.

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A estratégia de oferecer o câmbio automático de nove marchas 9G-Tronic com conversor de torque, cuja primeira aplicação ocorreu no Mercedes-Benz E350 de geração W212 (entre 2009 e 2013), está em aumentar o conforto no trânsito pesado dos grandes centros e os serviços de manutenção por uso indevido. Afinal, para quem trabalha na rua, tempo é dinheiro e veículo parado não gera receita.

Ou seja, com a transmissão automática o desgaste tanto do condutor quanto do conjunto mecânico é menor. O câmbio automático 9G-Tronic foi calibrada para trabalhar conjuntamente com o motor turbodiesel OM654. Sobretudo, o Mercedes-Benz Sprinter é comercializado em opções Truck, Furgão, Furgão Vidrado e Van Passageiro, sendo que a linha Street pode ser conduzida com a CNH de categoria B.

O câmbio automático 9G-Tronic está disponível para todas as versões. E essa nova comodidade também vai ao encontro do público crescente dos motorhomes, de vans e das luxuosas JetVans.

Maior conforto com o câmbio automático

A transmissão automática é produzida na planta de Virrey del Pino, na Argentina. De acordo com o fabricante da estrela de três pontas, houve uma eficiência de 5% no gasto de combustível em relação à caixa manual, que segue em comercialização. Na cidade, essa eficiência do novo câmbio automático chegou a 8%.

De acordo com Aline Rapassi, Head de Produto Vans da Mercedes-Benz do Brasil, a nova transmissão automática foi calibrada para responder diretamente às exigências reais das operações de transporte atuais. A executiva destaca que a caixa automática é um avanço crucial para modernizar a logística urbana e rodoviária no mercado nacional.

Mercedes-Benz Sprinter 417 [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Embora o câmbio manual de seis marchas da Mercedes-Benz tenha engates macios e precisos, conforme constatei a bordo de um Sprinter Truck, é inegável que o câmbio automático abre uma nova página na trajetória do veículo comercial, cuja primeira geração passou a ser vendida por aqui em 1997. Antes, a marca já atuava com o modelo 180.

O nosso primeiro contato com a novidade ocorreu no traçado do Circuito Panamericano, no interior de São Paulo, e o ponto alto está na forma imperceptível com que a transmissão automática atua. As mudanças ocorrem em torno de 1.500 rpm e, em pouquíssimos metros, já é possível estar com a quarta marcha engatada favorecendo a condução.

Sprinter transmite uma dirigibilidade de carro de passeio

Mesmo sendo um veículo comercial, a experiência ao volante é de estar guiando um automóvel de passeio. Obviamente, guardadas as devidas proporções! A alavanca seletora de marchas vai posicionada junto à coluna de direção, de forma semelhante aos sedans e SUVs da Mercedes-Benz. Além disso, a ambientação da cabine segue a mesma rota.

Os comandos dos vidros elétricos, as saídas de ar, o botão Start/Stop, que liga e desliga o propulsor OM654 (170 cv e 41 kgfm), assim como os grafismos da tela TFT do quadro de instrumentos e do multimídia remetem aos carros de passeio, especialmente às gerações W204 do Classe C e W212 do Classe E.

Alavanca seletora do câmbio automático do Mercedes-Benz Sprinter
Mercedes-Benz Sprinter 417 [Auto+ / Rafael Pocci Déa/

Além disso, a posição de dirigir é alta e os bancos acomodam muito bem o corpo com espumas de boa densidade, enquanto a visibilidade é cooperada pelos amplos retrovisores. Em conforto, também veio o apoio de braço. Aliás, a inclusão da nova caixa automática também beneficiou as respostas e reduções, fazendo o Mercedes-Benz Sprinter andar com disposição quando provocado, com 41 kgfm disponíveis logo nos baixos giros. Há borboletas atrás do volante para trocas sequenciais.

A inclusão da nova transmissão eliminou os trancos e diminuiu a rotação do motor, assim como também trouxe a função Hold (assistente de rampa). Em aclives, ao tirar o pé do pedal do freio, o Mercedes-Benz Sprinter fica parado. Uma função importante, especialmente quando se está trafegando carregado.

Suave como uma pluma

Ao retomar a velocidade tudo ocorre de forma linear, da mesma forma que o controle da carroceria. Em uma prova de slalom a 45 km/h a carroceria do Mercedes-Benz Sprinter permanece controlada, assim como nas frenagens mais fortes não há a tendência de mergulhar a dianteira excessivamente.

Outro destaque é a leveza da direção assistida eletricamente, que lembra realmente a de um carro de passeio pela atuação direta e leve. Isso, associado ao novo câmbio automático, faz com que o motorista não saia do habitáculo quebrado após uma jornada de trabalho no trânsito dos grandes centros.

Volante do Mercedes-Benz com câmbio automático
Mercedes-Benz Sprinter 417 [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

O câmbio automático de nove marchas (de 10 no Ford Transit) elevou o conforto do motorista e diminuiu a rotação do motor, empregando o conversor de torque no lugar da embreagem convencional, com sensores que monitoram constantemente a velocidade, inclinação, aceleração e demanda de torque, por exemplo, para definir o melhor momento das trocas.

Paralelamente a isso, a tecnologia elimina o mau uso por parte dos motoristas, evitando que o veículo fique parado para eventuais manutenções corretivas. Da mesma forma, previne colisões, já que o modelo vem equipado com o sistema de frenagem autônoma de emergência de série.

Mercedes-Benz Sprinter 417 [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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