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Cinco carros que são verdadeiras gambiarras sobre rodas

Brasileiro é o povo mais criativo do mundo e rei das gambiarras, mas existem diversos carros que seguem a nossa cartilha
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Volkswagen Golf Cabrio [divulgação]

Já viu povo mais criativo que o brasileiro? Quando não damos jeito em algo criamos uma gambiarra. Pode até não ser a solução ideal, mas funciona e às vezes muito bem. Contudo, existem algumas fabricantes que criam carros que são verdadeiras gambiarras.

Remendo de uma geração com outra, base de um carro com corpo de outro e até misturas exóticas de outras marcas, os carros gambiarra são surpreendentes em sua criativa execução. Entretanto, o que chama atenção é que quase sempre eles vedem aquém do esperado. Ou seja, o barato sai caro na maioria dos casos.

Volkswagen Golf Cabrio mk4

O carro que inspirou essa lista esteve presente em outro top 5 do Auto+. O Volkswagen Golf Cabrio de quarta geração é, talvez, a maior gambiarra que a marca alemã já fez em sua história. Para economizar uns trocados, ela não desenvolveu uma nova geração para o Golf conversível, mas sim juntou elementos do modelo mais novo na carroceria do antigo.

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Volkswagen Golf Cabrio [divulgação]
Pegou o corpinho do Golf de terceira geração e mesclou com os faróis, para-choque e desenho do capô do modelo de quarta geração. A traseira recebia nova tampa do porta-malas e para-choque, mas a lanterna ainda era antiga. O problema era ter as linhas redondas dos elementos dianteiros Golf sapão com a carroceria quadrada do mk3.

Mercedes-Benz CLC

A terceira geração do Mercedes-Benz Classe C teve duas versões cupê e uma delas foi produzida no Brasil. Mas adivinha se não foi justamente a variante gambiarra que foi feita aqui em Juiz de Fora? O Mercedes-Benz CLC mesclava duas gerações do Classe C em uma e ainda tinha um nome próprio para disfarçar.

Ele surgiu em 2000 como Classe C SportCoupé. Tinha comprimento encurtado em relação ao sedã de segunda geração (W203) e uma traseira ousada com vidro dividido. Ganhou uma profunda mudança visual em 2008, adotando a dianteira da terceira geração (W204) e o nome CLC. As linhas não se conversavam e ele foi substituído pelo Classe C Coupé tradicional em 2011.

Nissan Kicks Indiano

Calma, não é do Nissan Kicks brasileiro que estamos falando, mas sim da versão indiana. Se você está olhando para as fotos e achando as proporções desse Kicks um tanto quanto estranhas, é porque de fato ele é esquisito. Ao contrário da versão brasileira, que usa base de March e Versa, o modelo indiano é feito sobre a plataforma do Renault Sandero.

Mais especificamente ele usa a mesma base e entre-eixos do Renault Duster. A receita é a mesma do Captur: visual de um carro, com plataforma e corpo de outro. É por isso que ele tem para-brisa mais inclinado e a sensação de que é um Kicks com caxumba. Por dentro ele tem volante de Renault, botões de Captur e maçaneta de Fluence.

Lada Largus

Com parte do grupo Renault, a Lada pode se aproveitar de alguns carros da marca. Mas o que ela fez com a perua Logan já está no nível da gambiarra. Batizada como Lada Largus, a primeira geração da Logan MCV é vendida na Rússia desde 2012 e até então havia passado por uma pequena alteração visual em 2019.

Contudo, neste ano a marca decidiu dar a ela uma cara mais Lada e menos Renault/Dacia. Projetou uma dianteira totalmente nova, com grade frontal estilo X, típico da maraca. Entretanto, pegou empresado os faróis dos Sandero e Logan brasileiros pré-reestilização (ou a mesma peça usada até hoje no Sandero RS).

Ford Territory

Agora restrito somente a uma versão no Brasil, o Ford Territory é a junção de vários carros (e marcas) em um só. A base é a mesma que a Landwind copiou da Toyota, já o motor vem da Mitsubishi e o câmbio CVT é o mesmo da JAC. Entretanto, o Territory toma com base quase que totalmente um SUV chinês chamado Yusheng S330.

Ele tem visual inspirado no Land Rover Evoque e compartilha quase toda as peças de carroceria com o Ford. Para-lamas, portas, teto e partes metálicas da traseira são as mesmas. Mas o Territory tem para-choques próprios, lanternas e faróis diferentes e interior totalmente repaginado, com direito a acabamento significativamente melhor.

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Sobre o autor

João Brigato

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