Escolher o nome de um carro exige meses de pesquisa e discussões, porém, nem sempre o plano inicial dá certo! Problemas com patentes, polêmicas geopolíticas e até crises de saúde já forçaram alguns fabricantes a rasgarem seus planejamentos de marketing de uma hora para outra. Confira cinco modelos que precisaram trocar de batismo na última hora para conseguir chegar às ruas.
Tata Tiago

O fabricante indiano Tata Motors viveu um verdadeiro pesadelo de relações públicas às vésperas de lançar o seu novo hatch compacto no mercado internacional. Sobretudo, ele havia sido batizado originalmente como Zica, uma junção das palavras “Zippy Car”.
No entanto, o problema é que o lançamento coincidiu exatamente com o auge do surto global do Zika vírus. Para não associar o veículo a uma emergência de saúde mundial, a marca cancelou a campanha antiga, promoveu um concurso cultural com o público e mudou o nome do hatch definitivamente para Tiago.
Porsche 911

O maior ícone da história da Porsche nasceu, na verdade, para se chamar 901. O clássico cupê esportivo chegou a ser apresentado ao público com esse código no Salão de Frankfurt de 1963, mas os planos alemães foram frustrados logo em seguida por uma notificação judicial vinda da França.
A Peugeot bateu o pé e exigiu a mudança imediata. A marca do leão alegou que detinha a patente histórica de qualquer nome de automóvel composto por três algarismos com o número zero no meio. Todavia, sem querer entrar em uma disputa nos tribunais, a Porsche simplesmente trocou o “0” pelo “1” e criou a lenda 911.
GWM Ora 03

O elétrico da GWM é o único caso da lista que chegou a ser comercializado por um bom tempo com o seu nome polêmico. O hatch foi lançado na Europa e em outros mercados asiáticos sob o exótico batismo de Ora Funky Cat. Na tradução literal, algo como “Gato Descolado”.
A estratégia visual de bichinhos da marca cansou rápido e gerou resistência em mercados mais tradicionais. Para unificar a gama globalmente e adotar uma postura mais corporativa, o fabricante chinês decidiu eliminar o felino das traseiras dos carros e adotou a nomenclatura numérica Ora 03, seguindo o padrão que já usava no Brasil.
Tesla Model 3
![Tesla Model 3 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2020/11/tesla_model_3_49_edited-1200x719.jpg)
A obsessão de Elon Musk era fazer com que a linha de veículos da Tesla formasse o acróstico “S-E-X-Y” com as letras de cada modelo. Aliás, com o Model S e o Model X já estabelecidos, o modelo foi registrado inicialmente para se chamar Model E.
O plano esbarrou na Ford, que detinha os direitos históricos da marca “Model E” e ameaçou processar a Tesla caso o nome fosse utilizado. Apesar disso, para manter a piada interna e a identidade visual da linha, Musk substituiu a letra pelo número 3, estilizando o numeral com três barras horizontais para simular a letra E.
Alfa Romeo Junior

O caso do SUV compacto da Alfa Romeo é um dos mais recentes e polêmicos da indústria. A marca italiana planejou uma grande festa para lançar o modelo sob o nome de Milano, uma homenagem direta à cidade natal do fabricante. No entanto, o governo da Itália interferiu no batismo poucos dias após a revelação oficial.
O ministro da Indústria do país acionou uma lei que proíbe o uso de nomes italianos em produtos que não sejam fabricados em solo nacional. Aliás, o SUV é montado na Polônia. Para evitar maiores problemas legais com o próprio governo, a Alfa Romeo cedeu à pressão e rebatizou o utilitário emergencialmente como Junior.
E você, lembra de algum outro carro que teve que mudar de nome às pressas? Escreva nos comentários.

