Ao vivo
Home » Curiosidades » 5 carros que você já teve na garagem, mas nunca viu conversíveis no Brasil

Curiosidades

Só lá fora!

5 carros que você já teve na garagem, mas nunca viu conversíveis no Brasil

De Astra a Golf: conheça 5 carros icônicos das ruas brasileiras que ganharam versões conversíveis exóticas no exterior, mas nunca pisaram aqui

4 min de leitura

Houve um tempo em que os carros conversíveis eram a grande moda na Europa. Antes da invasão dos SUVs, transformar um hatch compacto ou um modelo médio em um charmoso sem teto era o ápice do estilo. Embora o Brasil tenha recebido doses homeopáticas, principalmente com os Peugeot 206 CC, 307 CC, 308 CC e o Renault Mégane Conversível, muitos modelos populares que rodaram no Brasil tiveram variantes a céu aberto no exterior que nunca pisaram aqui.

Portanto, descubra cinco modelos generalistas que você conhece muito bem, mas que escondem um passado europeu sem capota.

Volkswagen Golf Cabrio

Com exceção das duas últimas gerações (MK7 e MK8), o Golf sempre teve uma opção conversível no mercado internacional. No entanto, a versão baseada na emblemática quarta geração, carinhosamente apelidada de Golf Sapão no Brasil, escondia uma engenharia bastante curiosa para conter custos.

Para economizar no desenvolvimento, o fabricante fez uma verdadeira mistura temporal: manteve a plataforma, o interior e a carroceria do Golf MK3 (de 1993) e apenas adaptou a dianteira moderna do Golf MK4 (de 1998). Aliás, a traseira ganhou para-choques modificados e uma nova tampa de porta-malas, assim como a cabine ostentava um volante atualizado. Era um visual exótico que mesclava duas gerações diferentes em uma só.

Chevrolet Astra (Opel / Vauxhall)

Chevrolet Astra Cabrio [Divulgação]

O Astra conversível acompanhou o modelo médio desde a sua primeira geração na Europa, mas a carroceria mudou radicalmente de proposta ao longo dos anos. No início, a variante sem teto era baseada diretamente no hatch, sendo mais curta e compacta.

Nas gerações seguintes, o projeto ganhou sofisticação: a segunda linhagem foi desenhada pelo renomado estúdio Bertone e usava como base o Astra Coupé. Já na terceira geração, que os brasileiros conheceram rebatizada como Chevrolet Vectra, o nome Astra TwinTop e aderiu à moda do teto rígido retrátil de metal. A última dinastia virou um modelo independente, batizado de Cascada, vendido inclusive nos EUA sob a bandeira da Buick.

Citroën C3 Pluriel

Citroën C3 Pluriel [Divulgação]

Lançado em 2003, o C3 Pluriel levou ao extremo o DNA de invenções malucas da Citroën. Embora compartilhasse a mecânica, a plataforma e o painel com o hatch compacto C3 tradicional, praticamente toda a estamparia externa do Pluriel era exclusiva. A grande sacada do projeto era ser um carro multiuso.

Ele tinha uma capota de tecido que corria por trilhos arqueados, funcionando primeiro como teto solar. Para transformá-lo em um conversível, era necessário desencaixar e remover manualmente as colunas laterais do teto. Além disso, a marca afirmava que, ao rebater os bancos e abrir a tampa traseira para baixo, o Pluriel se transformava em uma picape compacta. Ele durou até 2008 e encerrou a linhagem de conversíveis da Citroën.

Nissan March (Micra C+C)

Nissan March Cabriolet [Divulgação]

Muito antes de se tornar o compacto fabricado em Resende (RJ), o Nissan March já flertava com o público europeu sob o nome Micra. A geração anterior à que conhecemos no Brasil ganhou uma configuração sem teto batizada de Micra C+C, apresentada como conceito em 2002 e lançada comercialmente em 2005.

Seguindo a receita obrigatória daquela década, o compacto adotou teto rígido retrátil de metal em vez de lona. Quando fechado, o March assumia proporções de um pequeno cupê. Essa escolha técnica exigiu uma tampa de porta-malas muito mais longa para abrigar a capota recolhida, o que sacrificou quase todo o espaço do banco traseiro. Na prática, o hatch japonês virou um conversível de apenas dois lugares.

Ford Focus CC

Ford Focus CC  vermelho parado de traseira com a capota aberta conversível
Ford Focus CC [Divulgação]

O Focus é um velho conhecido dos brasileiros. No entanto, em 2004, a segunda geração do modelo da Ford estreou nas tradicionais configurações hatch, sedan e perua. Dois anos depois, a Ford revelou o Focus CC (Coupé-Cabriolet).

Desenvolvido para parecer um cupê legítimo quando fechado, o Focus CC usava uma capota metálica retrátil. Para acomodar o mecanismo e oferecer um espaço interno minimamente digno, ele herdou o comprimento longo da carroceria sedã. O visual traseiro era exclusivo, sendo a única variante do Focus a trazer lanternas horizontais que invadiam a tampa do porta-malas.

Qual desses conversíveis generalistas faria mais sucesso se tivesse sido vendido no mercado brasileiro? Escreva nos comentários!

Deixe um comentário

Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

Você também poderá gostar