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5 erros na estrada que fazem seu carro gastar mais gasolina

Pequenos hábitos ao dirigir podem aumentar o consumo de combustível mesmo nas rodovias, onde os carros costumam ser mais econômicos

5 min de leitura

Viajar de carro está cada vez mais caro, ainda mais quando precisamos abastecer. Segundo o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no Brasil está em R$ 6,49 por litro. Ou seja, para encher um tanque de 50 litros, o motorista precisa desembolsar R$ 325. Por isso, qualquer litro economizado já faz diferença no bolso. 

Neste caso, alguns hábitos bastante comuns fazem o carro gastar mais combustível sem que o motorista perceba. Aí que vale em viagens longas prestarmos atenção para economizar alguns km/l. Desta forma, o Auto+ separou cinco erros que vale a pena evitar antes e durante a próxima viagem.

Achar que andar mais rápido sempre compensa

Interior de Fiat Mobi na estrada
Fiat Mobi [Auto+/IA]

Um dos erros mais comuns nas rodovias é quando o trânsito está livre e o motorista aumenta a velocidade e acredita que está aproveitando melhor o coeficiente aerodinâmico. Só que, quanto mais rápido o carro anda, maior é a resistência do ar contra a carroceria. E essa diferença cresce nas velocidades mais altas. Para manter 120 km/h, por exemplo, o motor precisa vencer uma resistência aerodinâmica maior do que a 90 km/h.

Consequentemente, o consumo aumenta, mesmo que o motorista mantenha o acelerador praticamente na mesma posição durante vários km. Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, a eficiência dos carros costuma cair rapidamente conforme a velocidade aumenta. Isso explica por que um veículo que consegue fazer 16 km/l a 90 km/h pode registrar um consumo bem maior quando viaja a 120 km/h.

Viajar com os pneus descalibrados

BYD Song Pro estacionado no acostamento calibrando pneu na estrada
BYD Song Pro [Auto+/IA]

Muitas pessoas lembram de conferir o óleo, o reservatório de arrefecimento e até o nível do combustível antes de viajar. Entretanto, acaba esquecendo justamente dos pneus. Quando estão com pressão abaixo da recomendada, eles sofrem mais deformações durante o contato com o asfalto. Isso aumenta a resistência ao rolamento e obriga o motor a gastar mais energia para movimentar o veículo.

Pode parecer pouca coisa, mas o Departamento dos EUA estima que deixar os pneus corretamente calibrados pode melhorar o consumo em até 3%, dependendo das condições. E vale lembrar que a pressão recomendada para um carro vazio nem sempre é a mesma indicada para viajar com cinco pessoas e o porta-malas cheio.

Por isso, antes de pegar a estrada, vale conferir a etiqueta de calibragem, normalmente localizada na coluna da porta do motorista. O certo é fazer a calibragem com os pneus frios. E nada de colocar pressão acima da indicada só para tentar economizar combustível, porque isso pode piorar a aderência e o desgaste dos pneus.

Acelerar e frear toda hora, mesmo na estrada

Chevrolet Onix ao lado de caminhão em movimento na estrada
Chevrolet Onix e caminhão [Auto+/IA]

A estrada está livre, o motorista acelera até 120 km/h. Pouco depois, encontra um caminhão, precisa frear e cai para 80 km/h. Assim que consegue ultrapassar, acelera novamente para recuperar a velocidade. Pode parecer uma situação normal, e muitas vezes realmente é. O problema aparece quando isso vira em um hábito, principalmente com acelerações bruscas e ultrapassagens desnecessárias.

Cada vez que o motorista pisa forte no acelerador, o motor precisa entregar mais potência e, consequentemente, consumir mais combustível. Depois, ao frear, parte da energia usada para ganhar velocidade acaba sendo desperdiçada em forma de calor. Segundo estudos os estudos da fonte já citada, a condução agressiva pode reduzir a economia de combustível entre 15% e 30% nas rodovias.

Levar bagagem no teto sem necessidade

Jeep Compass em movimento na estrada com bagageiro
Jeep Compass [Auto+/IA]

Sabe aquele bagageiro de teto que muita gente instala para viajar nas férias? Ele pode ser bastante útil quando o porta-malas não comporta todas as malas. Entretanto, também pode aumentar consideravelmente o consumo de combustível. O motivo é simples. Diferentemente das bagagens transportadas dentro do carro, uma caixa instalada no teto modifica a passagem do ar pela carroceria, aumentando a resistência aerodinâmica.

E, quanto maior a velocidade, mais esse efeito aparece. Um bagageiro de teto volumoso pode diminuir a eficiência entre 6% e 17% nas rodovias. Não significa que qualquer suporte de teto provoque exatamente esse aumento. O resultado depende do formato, das dimensões e da velocidade utilizada. Entretanto, se você não precisa do bagageiro naquela viagem, vale a pena retirá-lo. 

Achar que abrir os vidros sempre economiza mais que o ar-condicionado

Vidros abertos na estrada sem uso de ar-condicionado
Vidros abertos na estrada [Auto+/IA]

Essa é uma discussão antiga entre os motoristas. Afinal, o que gasta mais combustível: viajar com os vidros abertos ou ligar o ar-condicionado? A resposta depende principalmente da velocidade. Dentro da cidade, em velocidades mais baixas, abrir um pouco os vidros pode ser uma alternativa para evitar o funcionamento do compressor do ar-condicionado. Só que, na estrada, a situação muda.

Quando o carro está viajando a 100 ou 120 km/h com os vidros completamente abertos, o fluxo de ar entra na cabine e aumenta a resistência aerodinâmica. Com isso, o motor precisa trabalhar mais para manter a velocidade. Por outro lado, o ar-condicionado também consome energia, já que o compressor exige esforço do motor. 

Portanto, não existe uma regra dizendo que ele será sempre mais econômico que viajar com as janelas abertas. Em velocidades rodoviárias, entretanto, usar o ar-condicionado com os vidros fechados costuma ser uma alternativa mais esperta.

E você, costuma prestar atenção no consumo do carro quando pega a estrada? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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