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BMW Série 3 elétrico roda o equivalente de São Paulo a Porto Alegre sem carregar

Sedan elétrico percorreu mais de 1.200 km com uma carga na China, superando em 18% sua autonomia oficial

4 min de leitura

Imagine sair de São Paulo e chegar a Porto Alegre sem precisar parar para recarregar um carro elétrico. É algo que facilmente pediria três a quatro recargas nos veículos elétricos vendidos no Brasil. São cerca de 1.140 km de estrada. Entretanto, o novo BMW Série 3 elétrico, chamado também de i3, mostrou que consegue ir ainda mais longe, pelo menos nas condições de um teste realizado na China.

A nova geração elétrica do Série 3 percorreu nada menos que 1.213 km com uma única carga, sem qualquer parada para recuperar energia. O resultado de eficiência média foi de 11,36 km/kWh e chegou ao destino ainda com 1% de bateria.

Para se ter outra ideia, o resultado foi 18% melhor aos 1.028 km de autonomia homologados pelo ciclo chinês CLTC que é extremamente otimista. E também não falamos de um carro feito para bater recordes, mas sim uma versão alongada do novo sedan elétrico da BMW. 

Como o BMW i3 conseguiu percorrer mais de 1.200 km?

BMW i3 com entre-eixos estendido chinês na cor verde em movimento
BMW i3L [Divulgação]

O protagonista do teste foi o BMW i3 50L eDrive, uma configuração feita especificamente para a China. Por lá, os consumidores valorizam bastante o espaço para os passageiros traseiros, motivo pelo qual diversas fabricantes oferecem versões com entre-eixos alongado de seus sedans.

Nesse caso, o modelo chinês tem uma carroceria mais comprida que a do i3 europeu, além de contar com um conjunto de baterias maior. Para alcançar os 1.213 km, o veículo partiu com a carga completa e percorreu um trajeto que combinava rodovias, estradas convencionais e trechos urbanos.

BMW i3 com entre-eixos estendido chinês na cor verde em movimento
BMW i3L [Divulgação]

A média de consumo ficou em apenas 8,8 kWh a cada 100 km. Entretanto, a velocidade média e todas as condições de condução não foram divulgadas, de modo que o resultado não é logo o alcance que um motorista encontrará em viagens convencionais. Afinal, velocidade, temperatura, relevo e utilização do ar-condicionado interferem diretamente no consumo de energia.

Nova geração do BMW i3 tem bateria de 113,4 kWh

O segredo dessa eficiência está principalmente na arquitetura Neue Klasse, desenvolvida pela BMW para sua nova geração de veículos elétricos. O i3 chinês usa a sexta geração da tecnologia eDrive, com baterias de células cilíndricas e capacidade de 113,4 kWh. Além disso, a arquitetura elétrica de 800 volts permite trabalhar com maior eficiência e recargas de alta potência.

BMW i3 com entre-eixos estendido chinês na cor verde em movimento
BMW i3L [Divulgação]

Nesse caso, o sedan suporta carregamento rápido de até 400 kW em corrente contínua. Segundo a BMW, em condições ideais, é possível recuperar energia para percorrer até 400 km em apenas dez minutos.

Já na Europa, o i3 50 xDrive possui uma configuração diferente, com entre-eixos menor, dois motores elétricos e tração integral. O conjunto entrega 469 cv e 65,8 kgfm, além de acelerar de 0 a 100 km/h em 4,7 segundos. A autonomia também muda, já que a BMW informa até 912 km no ciclo europeu WLTP para a versão 50 xDrive.

Nova geração da BMW já chegou ao Brasil

BMW i3 com entre-eixos estendido chinês na cor verde em movimento
BMW i3L [Divulgação]

E essa tecnologia não ficará restrita ao mercado chinês ou europeu. Afinal, a BMW já iniciou a comercialização da Neue Klasse no Brasil com o novo iX3, lançado em setembro por R$ 582.950. O SUV elétrico tem dois motores que entregam 469 cv, bateria de 108,7 kWh de capacidade útil e autonomia de 570 km pelo Inmetro. Aliás, esse é o maior alcance homologado para um carro elétrico vendido no Brasil.

Você faria uma viagem de São Paulo a Porto Alegre em um carro elétrico? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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