Se você quer ter dor de cabeça imediata, basta comprar os veículos dessas cinco marcas. Sabe aquele tipo de carro que ninguém quer e, se você anuncia na internet, o post mofa? É exatamente o caso dos modelos desta lista.
Por isso, se você busca um usado agora, melhor fugir dessas opções para não perder dinheiro. À exceção de uma fabricante, todas as outras faliram suas operações locais. Elas simplesmente deixaram seus produtos para trás aqui no Brasil.
Chery antes da era CAOA

Hoje os carros que a CAOA Chery vende são confiáveis, mas tudo o que a marca comercializava antes da fusão brasileira é melhor evitar. Modelos como QQ, Celer, S18, Face e Cielo são exemplos de construção péssima. Além disso, as peças de reposição estão cada vez mais raras.
Até modelos que passaram pelas mãos da CAOA, como o Tiggo 2 e o Tiggo 3X, entram nesse balaio – sendo um completo oposto da ótima linha de produtos que eles têm hoje. O S18 e o Tiggo 3X, por exemplo, mal duraram um ano nas lojas nacionais. De todos, o menos pior é o Tiggo original, pois utilizava muitas peças copiadas da Toyota.
Seres e o sumiço repentino

Criada em parceria entre a Huawei e uma empresa norte-americana, a Seres chegou ao Brasil em 2023 e sumiu rapidamente. A fabricante pretendia comercializar diversos veículos por aqui, mas ficou somente com o SUV 3 e poucas unidades do 5. Há até um raro 7 dourado rodando em São Paulo.
Infelizmente, todos os modelos eram extremamente defasados e ruins de guiar no dia a dia. As peças são tão caras que existem casos em que a seguradora declara perda total por causa de um pequeno amassado no para-choque. Com isso, os carros se tornaram um mico gigante.
Neta e a falência internacional

Uma marca que conseguiu falir até na China, onde o dinheiro parece ilimitado, desperta muita atenção negativa. Foi exatamente o que aconteceu com a Neta, que prometeu fábricas no Brasil e entregou quase nada. No final das contas, vieram apenas o esquisito hatch Aya e o SUV X.
Sem conseguir vender regularmente após a quebra internacional, a Neta repassou todo o seu estoque para uma locadora. Atualmente, os modelos vistos na rua são quase todos alugados e não comprados. Tal qual a Seres, eles ofereciam qualidade construtiva bastante questionável aos clientes.
Mahindra e a tentativa indiana
![Mahindra Scorpio [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2024/04/mahindra_scorpio_603_edited-1320x792.jpg)
A única marca indiana a tentar vender automóveis no Brasil não se deu nada bem por aqui. Embora a Mahindra tenha produzido seus utilitários localmente, o público conhecia os modelos pela baixíssima qualidade de montagem. O acabamento era muito simples e as peças demonstravam fragilidade excessiva.
Como eram desconhecidos, esses veículos derreteram em valor no mercado de revenda em pouco tempo. Ao menos o conjunto mecânico diesel era robusto e aguentava bem os buracos das ruas brasileiras. No entanto, tanto a picape quanto o suv Scorpion são escolhas arriscadas para qualquer um.
Lifan e a experiência traumática

Confesso que o pior carro que já dirigi na vida foi um Lifan. Isso já resume bem o que você deve esperar dessa fabricante chinesa antiga. Seus modelos entregavam qualidade pífia, dirigibilidade terrível e um pós-venda que nunca funcionou direito para o consumidor brasileiro.
Incrivelmente, ela já foi a marca chinesa mais vendida do Brasil quando o utilitário X60 liderava as vendas. Hoje em dia, é impossível ver um Lifan na rua sem as lanternas desbotadas ou pontos de ferrugem pesada. Por isso, fuja desse fantasma antes que ele leve seu suado dinheiro.
Você teria coragem de encarar algum desses carros ou prefere manter a sua sanidade mental? Conte nos comentários.

