Embora o mercado de veículos híbridos e elétricos no Brasil viva um momento de forte expansão, a tecnologia começou a rodar em nossas ruas muito antes da onda recente. Há 16 anos, desembarcava no país o Ford Fusion Hybrid, sedan que abriu as portas da eletrificação no Brasil e se tornou fundamental para a transformação da indústria local.
Líder absoluto da categoria de sedans grandes por anos, o Ford Fusion não se destacou apenas pelo conforto e volume de vendas, mas também por ter sido o pioneiro em uma solução de propulsão que hoje se tornou referência de consumo.

Ford Fusion Hybrid: lançamento em 2010 e frota presidencial
Apresentado ao mercado brasileiro em novembro de 2010 (já como linha 2011), o Fusion Hybrid vinha importado do México com preço sugerido de R$ 133.900. O conjunto trazia uma proposta inédita para a época e abriu caminho para o uso corporativo e governamental.
A Petrobras foi a primeira compradora oficial do modelo no país. Pouco tempo depois, o sedan passou a integrar a frota da Presidência da República, servindo aos deslocamentos de Luiz Inácio Lula da Silva no final de seu segundo mandato e, na sequência, de Dilma Rousseff.
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Conjunto mecânico avançado para a época
Apesar das limitações tecnológicas daquele período, o Ford Fusion Hybrid já utilizava uma arquitetura muito parecida com a dos híbridos convencionais atuais. A base era formada por um motor 2.5 a gasolina de quatro cilindros rodando em ciclo Atkinson, calibração focada em eficiência energética em detrimento da busca por desempenho puro.
O motor a combustão gerava 158 cv e 18,8 kgfm, trabalhando conjuntamente ao motor elétrico de 107 cv e 22,9 kgfm. Juntos, os dois propulsores entregavam uma potência combinada de 193 cv. Gerenciado por um câmbio continuamente variável (eCVT) e com tração apenas dianteira, o Ford Fusion Hybrid acelerava de 0 a 100 km/h em 9,1 segundos e tinha velocidade máxima limitada a 180 km/h.
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Bateria regenerativa e garantia estendida
Para assegurar a confiança dos compradores em uma tecnologia inédita, a Ford oferecia oito anos de garantia para o conjunto de baterias e três anos para o veículo em geral. Como não era do tipo plug-in, a bateria de alta voltagem era alimentada pelo próprio motor a combustão e pelo sistema de frenagem regenerativa.
Nas desacelerações e frenagens, o motor elétrico revertia sua função para atuar como gerador, convertendo a energia cinética em eletricidade para recarregar o sistema.


O consumo de combustível do Ford Fusion Hybrid impressionava em 2010
Mesmo com um peso total de 1.687 kg, o sedan exibia médias de consumo notáveis para o padrão da época. Abastecido exclusivamente com gasolina, o modelo registrava 12,6 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada. Contudo, o fabricante divulgava números ainda mais otimistas nos testes de fábrica: até 16,4 km/l em ciclo urbano e 18,4 km/l no rodoviário. Embora os híbridos modernos superem essas marcas, os dados eram excelentes para um sedã do seu porte em 2010.
Posicionado no topo da gama da Ford, o Fusion Hybrid diferenciava-se visualmente pelas rodas de liga leve com desenho exclusivo e pelo painel de instrumentos digital configurável com duas telas de TFT. Além disso, o pacote de equipamentos de série era completo para a época. Trazia sete airbags, controles de tração e estabilidade, teto solar elétrico, acendimento automático dos faróis e multimídia SYNC com tela de 9 polegadas.

Sobretudo, o pacote ainda contemplava sistema de som assinado pela Sony com 12 alto-falantes, monitoramento de ponto cego, banco do motorista com ajustes elétricos, ar-condicionado digital de duas zonas, abertura das portas por teclado numérico e câmera de ré.
E você, encararia um Ford Fusion Hybrid usado ou prefere não arriscar com a bateria antiga? Escreva nos comentários!


