O modelo já vendido no Brasil surgiu originalmente como Elevate (projeto DG5). A Honda o desenvolveu para mercados onde o HR-V atingiu preços elevados demais. Por outro lado, o segundo WR-V (projeto DG4) deriva do hatch subcompacto Brio e atua em um degrau inferior. Se fosse vendido aqui, seria um carro para brigar diretamente Fiat Pulse, VW Tera, Renault Kardian e Chevrolet Sonic.
As diferenças técnicas entre os modelos DG4 e DG5
A fabricante lançou o Honda WR-V DG4 em dezembro de 2022 na Indonésia. Atualmente, a marca produz o veículo apenas no sudeste asiático, utilizando a mesma plataforma da última geração do Fit brasileiro. Essa base também serve ao sedan City e ao SUV de sete lugares BR-V, garantindo versatilidade técnica ao projeto.

O modelo apresenta 4,06 m de comprimento e 2,48 m de entre-eixos, dimensões que o colocam no centro da briga dos subcompactos. O porta-malas acomoda 380 litros, posicionando-se como um meio-termo entre os rivais da Fiat e da Renault. Sem dúvida, o porte favorece o uso urbano em grandes metrópoles.
Comparativo de dimensões: Honda WR-V (DG4) vs. Rivais
| Modelo | Comprimento | Entre-eixos | Porta-malas |
| Honda WR-V (DG4) | 4,06 m | 2,48 m | 380 L |
| Honda WR-V brasileiro | 4,32 m | 2,65 m | 458 L |
| Fiat Pulse | 4,09 m | 2,53 m | 370 L |
| Renault Kardian | 4,11 m | 2,60 m | 358 L |
| VW Tera | 4,15 m | 2,57 m | 350 L |
Conjunto mecânico e visual de utilitário autêntico
Uma das grandes vantagens do WR-V asiático reside no compartilhamento de componentes. O modelo utiliza o motor 1.5 de quatro cilindros aspirado, o mesmo que equipa o City, o HR-V e o WR-V no Brasil. A Honda acopla esse propulsor a uma transmissão automática do tipo CVT, priorizando a eficiência energética no dia a dia.

Diferente do Fiat Pulse, Chevrolet Sonic ou do Renault Kardian, o pequeno WR-V não possui um hatch correspondente direto de onde derivou. Esse fator garante ao modelo um visual mais autêntico de utilitário esportivo, seguindo a receita do VW Tera. O capô elevado e os para-lamas robustos reforçam essa característica estética.
A dianteira remete ao City, com faróis finos integrados à grade frontal por uma moldura cromada. Na parte interna, o acabamento dispensa áreas macias ao toque, mantendo a simplicidade esperada para a categoria de entrada. O painel de instrumentos permanece analógico, focando na funcionalidade e na redução de custos de produção.

Você acredita que esse SUV subcompacto faria sucesso no Brasil? Seria um bom concorrente para o Fiat Pulse? Com outro nome, ele poderia conviver com o nosso WR-V? Conte nos comentários.


