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Conheça o Honda Amaze, o sedan que mistura WR-V com Civic

O Honda Amaze é um sedan subcompacto que utiliza a plataforma do City e o visual do WR-V para ser o carro de entrada da marca

3 min de leitura

Enquanto a Honda do Brasil foca no City e no WR-V, em mercados emergentes a estratégia é mais agressiva e compacta. O destaque é o Honda Amaze, um sedan subcompacto que desafia as proporções tradicionais para se encaixar em regras fiscais rígidas, como as da Índia. Atualmente na terceira geração, ele abandonou a base simplória do antigo Brio para adotar a plataforma global que sustenta o City e o HR-V, ganhando um refinamento técnico que o coloca em um patamar superior de construção.

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Essa mudança de plataforma transformou o Amaze em um produto muito mais robusto e seguro do que seus antecessores. Ao compartilhar a arquitetura com modelos maiores, o fabricante conseguiu otimizar a rigidez torcional e a dinâmica, aproximando o comportamento do pequeno sedan ao que encontramos nos modelos vendidos em solo brasileiro. É a prova de que ser um carro de entrada não precisa significar um projeto tecnicamente defasado ou frágil.

Honda Brio [divulgação] wr-v sedan
Honda Amaze [Divulgação]

Proporções de bolso e mecânica conhecida

Aliás, o Honda Amaze é um exercício de aproveitamento de espaço dentro do limite de quatro metros de comprimento, barreira imposta por incentivos fiscais indianos. O resultado é um sedan encurtado, com frente e traseira achatadas, mas que mantém 1,73 m de largura e entre-eixos de 2,47 m. Sob o capô, utiliza o motor 1.2 de quatro cilindros aspirado com 90 cv, acoplado a uma transmissão automática do tipo CVT que simula sete marchas. O mesmo conjunto de caixas que a Honda utiliza em sua linha nacional.

Embora os 90 cv pareçam modestos para os padrões brasileiros, o baixo peso do Amaze garante uma agilidade urbana surpreendente e um consumo de combustível extremamente eficiente. A escolha pelo câmbio CVT com simulação de marchas reforça a estratégia da Honda em oferecer um rodar linear e confortável, priorizando o uso cotidiano nas grandes metrópoles. É uma mecânica racional que foca na durabilidade e no baixo custo de manutenção, pilares que sustentam a reputação da Honda.

Crise de identidade

Visualmente, o Amaze sofre de uma crise de identidade fascinante, herdando traços de toda a lineup da Honda. A dianteira é praticamente idêntica à do novo WR-V, com grade quadrada e faróis full-LED integrados por uma moldura cromada. Já a traseira é uma cópia em escala reduzida do City, compartilhando o formato das lanternas e o layout do para-choque. O interior segue a mesma lógica, aproveitando o console do WR-V, mas adicionando uma faixa horizontal que interliga as saídas de ar, remetendo diretamente ao acabamento sofisticado do Civic.

Essa mistura de componentes não é apenas estética, mas uma forma inteligente de reduzir custos de produção através do compartilhamento de moldes e peças internas. Ao entrar na cabine, o motorista encontra um ambiente familiar, com comandos de ar-condicionado e painéis de porta que transmitem uma sensação de categoria superior.

interior Honda Amaze
Honda Amaze [Divulgação]

Além disso, a Honda conseguiu criar um carro que parece mais caro do que realmente é, usando o DNA de seus modelos mais luxuosos para valorizar o produto de entrada e atrair quem busca status e eficiência em um pacote compacto.

Você acha que o Honda Amaze teria espaço no Brasil para brigar abaixo do City? Escreva nos comentários.

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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