Basta olhar pela janela ou dar uma volta na rua. Você verá vários carros com faróis divididos em dois andares. Essa tendência tomou o mercado automotivo nos últimos anos. Além disso, deve marcar o estilo da década. Mas de quem é a culpa desse visual? Vamos voltar no tempo para entender.
A culpa é da Stellantis
O ano de 2013 marca a primeira aparição do layout moderno. Aqui, o LED diurno fica na parte superior. Já a iluminação principal vai para o para-choque. E foi a Stellantis, antes mesmo de existir como grupo, que puxou esse movimento. O carro que leva os créditos é o Citroën C4 Cactus.
Ele apareceu como conceito no Salão de Frankfurt em setembro de 2013. Por isso, muitos consideram o modelo o ponto inicial da tendência. Ele influenciou a identidade visual da Citroën. Além disso, teve presença global com esse estilo. O visual agradou e ajudou sua expansão em vários mercados.
![Citroën C4 Cactus Concept [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/04/citroen_cactus_concept_9.webp)
Só que o Jeep Cherokee chegou antes. Ele foi revelado no Salão de Detroit em março de 2013. Ou seja, sete meses antes do Cactus. Ao contrário do Citroën, o Cherokee já era modelo de produção. O problema foi outro. O visual não agradou e gerou polêmica.
![Jeep Cherokee [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/04/jeep_cherokee_limited_eu-spec_16_edited-edited.webp)
Tanto que a Jeep abandonou os faróis divididos na reestilização de 2018. Já a Citroën adotou o estilo em vários modelos após o C4 Cactus. Isso durou até o C3 europeu de quarta geração. Nesse momento, a marca trocou o visual por faróis em C. Ainda assim, tecnicamente, nenhum dos dois foi o primeiro.
![Citroën C4 Cactus THP [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2024/05/citroen_c4_cactus-1320x792.webp)

Polêmico amado
Apesar de Cactus e Cherokee marcarem o layout moderno com LED, eles não iniciaram o conceito. Esse papel pertence ao Nissan Juke de primeira geração, lançado em 2010. Antes disso, ele apareceu como Qazana Concept em 2009.
A Nissan trouxe a ideia de separar os conjuntos. Os faróis principais foram para o para-choque. Já a luz diurna e a seta ficaram na parte superior. O modelo não usava LED. Ainda assim, o efeito visual já lembrava o padrão atual.
![Nissan Juke [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/04/nissan_juke_72.webp)
As luzes superiores ficavam no capô. Por isso, as do para-choque pareciam auxiliares. Esse estilo virou marca registrada do Juke. Ele seguiu assim nas três gerações. Sempre com faróis finos acima e elementos circulares abaixo. Apenas a primeira geração tinha integração com a grade frontal.
Dois andares foi dele
Mas é preciso voltar ainda mais no tempo. O primeiro carro com faróis divididos surgiu antes disso. Mesmo com fama negativa, o Pontiac Aztek foi pioneiro. Ele separou o conjunto em duas partes e é, até hoje, considerado o SUV mais feio da história.
![Pontiac Aztek [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2022/12/pontiac_aztek_2_edited-1200x720.jpg)
A seta ficava no capô. Já os faróis principais iam para o para-choque. Em outros modelos, a lógica era inversa. O Aztek fez o oposto. Se considerar as setas como luzes diurnas, ele antecipou o conceito.
O modelo foi lançado em 2002 e seguiu até 2005. Ele não recebeu reestilizações. Como conceito, já mostrava esse visual em 1999. Anos depois de tanto ser odiado, ganhou fama na série Breaking Bad. Ainda assim, ele também não foi o primeiro.
A gênese dos faróis divididos

No início do texto, a Stellantis levou a culpa. Ainda assim, outro modelo antecipou essa ideia. Em 1998, a Fiat Multipla já usava esse conceito. Como conceito, ela apareceu em 1996 e é considerada até hoje o carro mais feio da história.
Ela foi a primeira a separar luzes diurnas e faróis principais. Além disso, posicionou os elementos em alturas diferentes. O problema foi o desenho. A minivan parecia ter duas frentes sobrepostas.

As luzes diurnas ficavam logo abaixo do para-brisa. Isso criava um degrau com o logotipo. Abaixo disso, vinham faróis, seta e grade. O resultado gerou estranhamento. Por isso, muitos consideram o modelo o carro mais feio do mundo.
Resumidamente, a Fiat Multipla iniciou o conceito. Depois, o Nissan Juke refinou o layout atual. O Jeep Cherokee trouxe o uso de LED com foco na luz diurna. Por fim, o Citroën C4 Cactus popularizou o estilo no mundo.
Você gosta de carros com faróis divididos? Conte nos comentários.



Em alguns modelos como a Fiat Toro, o Jeep Cherokee (que era polêmico mas eu achava legal), o Citroën C4 Cactus e a Chevrolet Montana até acho interessante mas alguns carros como, por exemplo, o Renault Kardian e o recém-lançado Renault Boreal acho horrível. Depende muito do design dos faróis principais e das luzes diurnas. De modo geral, acho que o conceito já deu o que tinha que dar.
Se for pra falar em luzes de seta e faróis separados em dois andares, vcs esqueceram do Fusca, com as luzes de seta sobre o paralamas