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CEO da Stellantis alfineta chinesas após microfone falhar 

Antonio Filosa ironizou a origem da bateria do equipamento, embora o grupo tenha parcerias com Leapmotor e Dongfeng

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Uma falha no microfone abriu espaço para uma provocação de Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após trocar o equipamento, o executivo italiano sugeriu que a bateria defeituosa teria vindo da Ásia.

“Deve ser de origem asiática a bateria”, brincou Filosa diante de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de outros integrantes do governo. O comentário arrancou risadas de parte dos presentes, como Alckmin. Lula, por sua vez, não esboçou reação. 

Com isso, a frase soou como uma alfinetada na indústria chinesa, que vem avançando rapidamente sobre o mercado brasileiro. No entanto, o episódio chama atenção por um segundo motivo em que e a própria Stellantis estreitou seus laços com fabricantes do país asiático nos últimos anos.

Apresentação dos investimentos

Fiat Fastback [divulgação]
Fiat Fastback [divulgação]

O episódio aconteceu na última quarta-feira (22) durante uma audiência no Palácio do Planalto. A reunião fez parte das comemorações pelos 50 anos da Fiat no Brasil e reuniu executivos da Stellantis com representantes do governo federal. 

Neste caso, Filosa apresentava os investimentos realizados pela companhia no país, além dos números de empregos ligados às operações brasileiras, quando o microfone parou de funcionar. Depois de algumas tentativas, o executivo pegou outro aparelho de uma pessoa que estava próxima.

Fiat Toro 50 anos [Divulgação]

Foi nesse momento que ele soltou a provocação sobre a suposta origem asiática da bateria. Além de Lula e Alckmin, participaram do encontro integrantes do primeiro escalão do governo e executivos da Stellantis, como Herlander Zola, presidente da companhia para a América do Sul. 

Fiat comemorou 50 anos no Brasil

Além disso, a passagem de Filosa pelo Brasil também marcou os 50 anos de operação da Fiat no país. Antes do encontro no Planalto, a fabricante reuniu jornalistas e executivos em Betim (MG), onde tem seu principal complexo industrial brasileiro.

Fiat Fastback 50 anos [Divulgação]

O italiano, que inclusive conhece bem o Brasil, já que trabalhou na América do Sul e até participou de projetos como a implementação da fábrica da Jeep em Goiana (PE), voltou a defender a produção nacional como resposta ao avanço das marcas chinesas. Segundo o executivo, a Stellantis pretende localizar veículos, desenvolver fornecedores e utilizar mão de obra brasileira, em vez de depender apenas de importações. 

Stellantis também tem marcas chinesa

Apesar da provocação, a Stellantis tem uma relação cada vez mais próxima com a indústria automotiva chinesa. O principal exemplo está na Leapmotor, fabricante que chegou ao Brasil com apoio comercial e industrial do grupo.

Leapmotor B10 [Auto+ / João Brigato]

A Stellantis controla 51% da Leapmotor International. No Brasil, os modelos vendidos são o B10 e C10, que serão produzidos no Brasil, além do futuro C16 que será importado.  A aproximação não para na Leapmotor. A Stellantis também ampliou sua cooperação com a Dongfeng, uma das maiores fabricantes de veículos da China.

Além disso, Stellantis e Dongfeng planejam uma operação conjunta na Europa. A parceria deverá envolver modelos eletrificados da chinesa, com participação da estrutura industrial, comercial e de engenharia do grupo europeu. Enquanto no Brasil, a parceria também é estudada com produção local. 

E você, o que achou da brincadeira? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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