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Estratégia nacional

Stellantis defende produção no Brasil contra chinesas

Em Betim, CEO da Stellantis reforça 95% de nacionalização contra importados chineses e confirma produção da Leapmotor no Brasil para 2027

3 min de leitura

Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, destacou que a fabricação local é a chave para manter a liderança no Brasil. Durante a comemoração dos 50 anos da Fiat, na fábrica de Betim (MG), o executivo reforçou o compromisso com o país: “Enxergamos o Brasil no longo prazo com muito otimismo”.

Segundo Filosa, a fábrica mineira, inaugurada em 1976, já alcançou 95% de índice de nacionalização de componentes. Afinal, peças como aço, plástico, chicotes elétricos, espumas e tecidos vêm de fornecedores locais. “Utilizamos muito trabalho feito por brasileiros”, pontuou.

Antonio Filosa com terno preto e luminárias ao fundo
Antonio Filosa [Divulgação]

Reação à invasão chinesa

Para a Stellantis, elevar a nacionalização é a melhor resposta contra o avanço dos carros elétricos importados da China. “Aliás, o Brasil é um país onde é possível investir e inovar”, afirmou o comandante do grupo, que controla marcas como Fiat, Jeep, Ram, Peugeot e Citroën.

De todo modo, o objetivo da empresa é manter a liderança na América do Sul, com foco no Brasil e na Argentina, além de ampliar a participação em mercados como Chile, Colômbia, Peru e Equador.

Fiat Argo X é ponto de virada global da Stellantis e foi desenvolvido no Brasil

Entre as novidades, Filosa confirmou o inédito Fiat Argo X (Projeto F1H). Sobretudo, ele destacou que o modelo é um projeto global desenvolvido para atender às demandas do mercado local: “Possuímos soluções variadas para cada região. Se houver necessidade de criar algo específico, nós fazemos”.

Já Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, reforçou a ideia: “Existe a necessidade de atender e satisfazer o que o cliente local precisa”.

Herlander Zola, Presidente da Stellantis América do Sul, confirma nome Argo X
Herlander Zola, Presidente da Stellantis América do Sul, confirma nome Argo X [Divulgação]

Expansão e Leapmotor nacional

Além do Argo X, a Stellantis trabalha no fortalecimento da Citroën e da Peugeot, na expansão da linha Ram e no início de novas parcerias. Aliás, o destaque final fica para a chinesa Leapmotor: a produção de seus veículos eletrificados na fábrica de Goiana (PE) está confirmada para começar em 2027.

Você acha que investir na produção nacional é o caminho certo para a Stellantis frear a invasão dos carros chineses no Brasil? Escreva nos comentários!

6 comentários em “Stellantis defende produção no Brasil contra chinesas”

  1. Luiz Henrique Osório Pessoa

    Com certeza, temos capacidade de desenvolver qualquer carro, afinal a Fiat é primeira em qualidade no nosso país, Brafiat é Brasil com a Fiat 🇧🇷🚘

    • Norival de Souza Cavalcante

      Cara você deve estar de brincadeira né, ou sendo bem irônico para escrever tudo isso aí kkkkkkk

  2. João Paulo Cipriani

    Tudo lindo e bonito.. mas papel aceita qualquer coisa.. a prática é bem diferente.. e no fundo ele sabe.. o eletrico chinês desmoralizou os nacionais

  3. Aldemir

    Com certeza é muito importante,pois gera mais emprego no Brasil,gera mais confiança na marca e consequentemente vende mais carros,pois não ficamos com medo de comer não ter assistência pós venda.

  4. Sergio Collina

    Esse papo de gerar emprego já cansou. O número de colaboradores nas montadoras só caiu nos últimos 30 anos. A última informação do setor me surpreendeu: apenas 65 mil empregos diretos. O que esse italiano quer é pressionar o governo para acabar com a concorrência. Que se danem os consumidores.

  5. Norival de Souza Cavalcante

    As coisas não são bem assim cidadão

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