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CEO da Stellantis alfineta chinesas após microfone falhar 

Antonio Filosa ironizou a origem da bateria do equipamento, embora o grupo tenha parcerias com Leapmotor e Dongfeng

3 min de leitura

Uma falha no microfone abriu espaço para uma provocação de Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após trocar o equipamento, o executivo italiano sugeriu que a bateria defeituosa teria vindo da Ásia.

“Deve ser de origem asiática a bateria”, brincou Filosa diante de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de outros integrantes do governo. O comentário arrancou risadas de parte dos presentes, como Alckmin. Lula, por sua vez, não esboçou reação. 

Com isso, a frase soou como uma alfinetada na indústria chinesa, que vem avançando rapidamente sobre o mercado brasileiro. No entanto, o episódio chama atenção por um segundo motivo em que e a própria Stellantis estreitou seus laços com fabricantes do país asiático nos últimos anos.

Apresentação dos investimentos

Fiat Fastback [divulgação]
Fiat Fastback [divulgação]

O episódio aconteceu na última quarta-feira (22) durante uma audiência no Palácio do Planalto. A reunião fez parte das comemorações pelos 50 anos da Fiat no Brasil e reuniu executivos da Stellantis com representantes do governo federal. 

Neste caso, Filosa apresentava os investimentos realizados pela companhia no país, além dos números de empregos ligados às operações brasileiras, quando o microfone parou de funcionar. Depois de algumas tentativas, o executivo pegou outro aparelho de uma pessoa que estava próxima.

Fiat Toro 50 anos [Divulgação]

Foi nesse momento que ele soltou a provocação sobre a suposta origem asiática da bateria. Além de Lula e Alckmin, participaram do encontro integrantes do primeiro escalão do governo e executivos da Stellantis, como Herlander Zola, presidente da companhia para a América do Sul. 

Fiat comemorou 50 anos no Brasil

Além disso, a passagem de Filosa pelo Brasil também marcou os 50 anos de operação da Fiat no país. Antes do encontro no Planalto, a fabricante reuniu jornalistas e executivos em Betim (MG), onde tem seu principal complexo industrial brasileiro.

Fiat Fastback 50 anos [Divulgação]

O italiano, que inclusive conhece bem o Brasil, já que trabalhou na América do Sul e até participou de projetos como a implementação da fábrica da Jeep em Goiana (PE), voltou a defender a produção nacional como resposta ao avanço das marcas chinesas. Segundo o executivo, a Stellantis pretende localizar veículos, desenvolver fornecedores e utilizar mão de obra brasileira, em vez de depender apenas de importações. 

Stellantis também tem marcas chinesa

Apesar da provocação, a Stellantis tem uma relação cada vez mais próxima com a indústria automotiva chinesa. O principal exemplo está na Leapmotor, fabricante que chegou ao Brasil com apoio comercial e industrial do grupo.

Leapmotor B10 [Auto+ / João Brigato]

A Stellantis controla 51% da Leapmotor International. No Brasil, os modelos vendidos são o B10 e C10, que serão produzidos no Brasil, além do futuro C16 que será importado.  A aproximação não para na Leapmotor. A Stellantis também ampliou sua cooperação com a Dongfeng, uma das maiores fabricantes de veículos da China.

Além disso, Stellantis e Dongfeng planejam uma operação conjunta na Europa. A parceria deverá envolver modelos eletrificados da chinesa, com participação da estrutura industrial, comercial e de engenharia do grupo europeu. Enquanto no Brasil, a parceria também é estudada com produção local. 

E você, o que achou da brincadeira? Deixe seu comentário!

2 comentários em “CEO da Stellantis alfineta chinesas após microfone falhar ”

  1. Sergio Collina

    Provavelmente o celular dele deve ser fabricado em Turim.

  2. Berri

    Não sei, mas a Fiat não deveria falar sobre coisas que não funcionam. Não é necessariamente uma marca conhecida pela confiabilidade dos seis vehículos. E as tentativas deles com alguns vehículos MHEV lutar contra os chineses é ridículo. A jeep deve sentei muito a entrada de subs da Haval, BYD, jaecoo, omoda. Antes o jeep compass e o Commander eram a escolha da classe média alta do país. Hoje já vejo eles mais com um suv chinês.

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