Faz até um tempinho que não lemos algo sobre a péssima situação financeira da Volkswagen, mas isso não significa que a situação tenha melhorado. Pelo contrário, a montadora alemã segue na fase mais delicada da sua história, com queda expressiva de lucros, pressão da concorrência e agora um plano agressivo de corte de custos.
Em 2025, a Volkswagen viu seus lucros caírem cerca de 44%, devido às vendas mais fracas em mercados-chave e um cenário mais competitivo. Ainda que no Brasil a situação da Volkswagen seja favorável, com o Polo na liderança de carros mais vendidos, o T-Cross como o SUV mais emplacado, não é isso que sustenta o grupo global.
Pressão fora do Brasil
Na prática, o maior problema da Volkswagen está fora do Brasil. Durante a visita do Auto+ recente à China, ficou claro que o mercado, antes essencial para a marca, mudou completamente.

As montadoras chinesas cresceram demais com preços agressivos, incentivos e tecnologia, pressionando marcas tradicionais. Além disso, essa expansão já começa a se repetir na Europa. Por isso, o grupo decidiu agir.
Em carta aos acionistas, o CEO Oliver Blume confirmou um plano de reestruturação com corte de cerca de 50 mil empregos na Alemanha até o fim da década.
Produção menor e vendas em queda

Além disso, a Volkswagen pretende reduzir a produção anual global para cerca de 9 milhões de veículos. Antes da pandemia, o grupo produzia mais de 10 milhões por ano, e já até chegou a ultrapassar 11 milhões em 2018. Em 2025, porém, esse número caiu para 8,9 milhões.
No primeiro trimestre de 2026, quase todas as marcas do grupo tiveram queda. A própria Volkswagen recuou 7,6%, enquanto a Audi caiu 6,1%. A Porsche teve retração de 14,7%. Já Bentley e Lamborghini também fecharam em baixa. A exceção foi a Skoda, que cresceu 14%, mas não compensa o restante.
Pressão externa
![Volkswagen Polo Highline [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Volkswagen-Polo-Highline-9.jpg)
Segundo o CFO e COO Arno Antlitz, a pressão das fabricantes chinesas na Europa também pesa diretamente nos resultados. Além disso, tarifas nos Estados Unidos também afetam as finanças da empresa.
Por isso, a resposta da Volkswagen é de fazer mudanças profundas. Em comunicado, Antlitz afirmou: “Precisamos transformar fundamentalmente nosso modelo de negócios e alcançar melhorias estruturais sustentáveis”.

Ele também comentou sobre a necessidade de reduzir custos sem afetar a qualidade, cortar despesas, aumentar a eficiência das fábricas e acelerar o desenvolvimento, Com isso, a empresa quer simplificar o portfólio, diminuir as plataformas e tirar modelos menos relevantes, justamente para concentrar em uma operação mais enxuta.
Vale até lembrar, que ainda em 2025, quando liderava a Porsche, o próprio Blume já tinha admitido internamente que o modelo de negócios da Volkswagen não funciona mais na forma atual.
E você, acha que a Volkswagen vai conseguir se adaptar a essa nova realidade? Deixe seu comentário!



