Você sabia que o nome do famoso sorvete Häagen-Dazs simplesmente não existe? Ele foi criado nos Estados Unidos, em 1960, apenas combinando sonoridades escandinavas para soar sofisticado. No universo automotivo, a estratégia é exatamente a mesma: diversas marcas inventam palavras do zero para transmitir sensações de tecnologia, latinidade ou esportividade sem precisar recorrer ao dicionário.
Confira cinco modelos cujos batismos não têm significado real, mas conquistaram o mercado.
Chevrolet Vectra

A alemã Opel manteve por décadas o padrão de encerrar os nomes de seus modelos com a letra “A” (Astra, Corsa, Omega). Uma diretriz que acabou importada pela Chevrolet do Brasil. Para nomear o sedan médio, sobretudo, os criadores partiram de vector (vetor em inglês), que remetia à física e à modernidade, e simplesmente adaptaram a terminação para a letra “A”, dando origem ao influente Vectra.
Volkswagen Nivus

Embora a palavra nivus signifique virilha em estoniano, a Volkswagen garante que a escolha não passou de uma coincidência infeliz. O nome foi concebido do zero pelo time de design e marketing para evocar modernidade, dinamismo e tecnologia. De todo modo, curiosamente, a marca quebrou sua própria regra global de nomear SUVs com a letra “T” (como T-Cross, Tiguan e Touareg).
Hyundai Elantra

Vendido como Avante na Coreia do Sul (e como Lantra em alguns países para evitar disputas de direitos com a Lotus, dona do esportivo Elan), o sedan médio teve sua identidade moldada pela junção de sonoridades elegantes. Portanto, a Hyundai buscou um termo inédito que sugerisse sofisticação e fluidez visual, resultando no nome Elantra.
Renault Sandero

Quando a Renault do Brasil decidiu criar um hatch com apelo jovem sobre a plataforma do Logan, o marketing procurou um batismo com apelo latino e acolhedor. O termo Sandero foi inventado especialmente para o projeto. Ele lembra a palavra espanhola sendero (que significa trilha), mas não tem qualquer vínculo com o dicionário.
Nissan Sentra

Criado no início dos anos 1980 pela agência Namelab, o nome Sentra nasceu da fusão conceitual de sentry (vigilante/em guarda, sugerindo segurança) e central (remetendo ao tamanho ideal). Aliás, para completar, o projeto atendeu à tradição da Nissan nos EUA de finalizar a nomenclatura de seus sedãs com a letra “A”, a exemplo de Versa, Altima e Maxima.
Qual outro carro com nome inventado você conhece que todo mundo acha que tem um significado real? Escreva nos comentários!

