Saiba que quando mencionamos exóticos, nos referimos às asas mais sensacionais já desenhadas pela indústria. Elas equipam os carros dos sonhos e, muitas vezes, que ilustraram os pôsteres colados nas paredes dos quartos. Para reviver o passado, selecionamos cinco modelos equipados com os aerofólios mais exóticos já projetados até hoje. Confira a seleção.
Toyota Supra MK IV

A história do Toyota Supra começou em 1979, batizado de Celica no Japão e Celica Supra no mercado global. Entretanto, a quarta geração (A80) foi a responsável por atrair olhares de cobiça mundial, especialmente após estrelar o primeiro filme da franquia Velozes e Furiosos. Lançado em 1993, ele exibia linhas arredondadas e dimensões de 4,51 m de comprimento, 1,81 m de largura e 2,55 m de entre-eixos.
O verdadeiro destaque era o aerofólio curvado montado na traseira, que se tornou uma assinatura visual. Na versão mais radical, o Supra utilizava o lendário motor 2JZ 3.0 Turbo, capaz de entregar 330 cv. Esse conjunto mecânico, aliado ao design agressivo, transformou o japonês em um dos maiores ícones da cultura automotiva dos anos 1990.
Lamborghini Countach

A primeira safra do Lamborghini Countach LP 400 utilizava um motor V12 4.0 montado longitudinalmente, que produzia 375 cv. Ele acelerava de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos e atingia 309 km/h de máxima. As linhas fluidas e futuristas levam a assinatura do designer Marcello Gandini. Curiosamente, as 151 unidades produzidas entre 1974 e 1978 não incluíam o famoso aerofólio traseiro.
Em altas velocidades, o supercarro desafiava a estabilidade, o que forçava proprietários a buscarem soluções aerodinâmicas por conta própria. Portanto, a Lamborghini resolveu a questão no lançamento do LP 400 S, em 1978, quando o Countach finalmente adotou a asa traseira oficial. O item aprimorou a estabilidade e consolidou o visual que se tornou o símbolo máximo dos pôsteres de carros.
Ford GT90
![Ford GT90 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2024/01/ford_gt90_concept-1200x719.jpg)
Apresentado no Salão de Detroit de 1995, o Ford GT90 surgiu como o sucessor espiritual do icônico GT40. Criado em apenas seis meses, o conceito introduziu a linguagem New Edge, estilo que a Ford adotou posteriormente em modelos como Ka, Mondeo, Focus e Puma. Embora fosse um conceito funcional, o GT90 utilizava a plataforma e as suspensões do Jaguar XJ220 para garantir desempenho de pista.
O motor V12 de 5.9 litros contava com quatro turbocompressores para produzir 730 cv e 91 kgfm. Esses números permitiam um 0 a 100 km/h em 3,1 segundos. O câmbio era manual de cinco marchas e a asa traseira escamoteável atuava de acordo com a velocidade para garantir a sustentação negativa necessária.
Subaru Impreza WRX STi

Falar de Subaru exige mencionar o WRC (World Rally Championship) e lendas como Colin McRae e Richard Burns, por exemplo. Contudo, o Subaru WRX STi representa um carro de competição homologado para as ruas. O modelo utiliza o motor Boxer de cilindros contrapostos 2.5 turbo com injeção direta, que trabalha em conjunto com um câmbio manual de seis marchas para entregar 305 cv e 41,5 kgfm.
O sistema de tração integral Symmetrical AWD transmite toda a potência ao solo com precisão. O design exterior é dominado pelo enorme aerofólio traseiro, que não serve apenas como adorno estético, mas garante estabilidade crucial em altas velocidades e trechos de baixa aderência. É a máquina definitiva para quem prioriza desempenho bruto e herança de rali.
Ford Escort RS Cosworth

Lançado em 1992, o Ford Escort RS Cosworth teve pouquíssimas unidades importadas para o Brasil. Isso o tornou um dos modelos mais desejados da década de 1990. Aliás, sua imagem é reconhecida instantaneamente pela gigantesca asa traseira de dois andares. O design do aerofólio buscou inspiração direta na aviação, mais precisamente no triplano Fokker Dr.I utilizado na Primeira Guerra Mundial.
O projeto original previa três lâminas para homenagear a aeronave, mas a Ford utilizou apenas duas por questões de custo. Sob o capô, o motor 2.0 16V turbo da Garrett entregava 227 cv a 6.250 rpm e 31,6 kgfm a 3.500 rpm. Com câmbio manual de cinco marchas e tração integral, ele acelerava de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos.
Agora é a sua vez: qual carro você acha que tem o aerofólio mais sensacional de todos os tempos? Escreva sua opinião nos comentários.

