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A tendência perigosa que promete invadir os próximos carros do mercado

Fabricantes estão eliminando a janela traseira dos carros e usando câmeras no retrovisor, uma tendência considerada desnecessária e perigosa

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Na indústria automotiva, soluções adotadas por marcas de luxo costumam ser copiadas rapidamente pela concorrência. Essa dinâmica cria tendências globais de design. No entanto, nem toda novidade representa um avanço real para o motorista. A eliminação da janela traseira em lançamentos recentes expõe esse problema, direcionando o mercado para um caminho desnecessário e arriscado.

Historicamente, diversos superesportivos com motor central sacrifiçaram a visibilidade traseira em favor da aerodinâmica e da mecânica. Como esses veículos são raros nas ruas, o impacto no trânsito sempre foi limitado. O cenário mudou, contudo, a partir do momento em que a ausência da janela traseira passou a figurar em carros de passeio urbanos.

Polestar 4 branco sem a janela traseira
Polestar 4 [divulgação]

Vidro traseiro e o pioneirismo controverso da Polestar

O movimento ganhou força com o Polestar 4. O elétrico, que mescla elementos de SUV cupê e hatch, surpreendeu ao trocar a janela traseira por uma chapa metálica inteiriça. Alias, sem qualquer transparência para a área externa, o teto estende o revestimento até a tampa do porta-malas.

Para substituir o espelho tradicional, o fabricante instalou uma câmera de alta definição no teto que projeta as imagens no retrovisor interno. Embora retrovisores digitais ajudem em caminhonetes quando a caçamba está cheia, transformá-los na única forma de enxergar a traseira cria uma dependência de sistemas eletrônicos que podem falhar ou distorcer a noção de profundidade.

Chinesas também aderem à ausência da janela traseira

Outras marcas seguiram a mesma linha conceitual. Aliás, o conceitual Jaguar Type 00 antecipou o futuro da empresa britânica sem a presença do vidro traseiro. Do mesmo modo, a fabricante chinesa Avatr adotou a solução no sedan 06, rival direto de Tesla Model 3 e BYD Seal. Além de eliminar o vidro traseiro, o modelo substituiu os retrovisores externos por câmeras de visão lateral.

Embora os sensores tragam ganhos aerodinâmicos, a dependência excessiva de telas prejudica a orientação do condutor no tráfego diário. Seja por corte de custos de produção ou busca por um visual futurista, substituir superfícies envidraçadas por componentes eletrônicos reduz a segurança do motorista.

Jaguar GT [Divulgação/Carscoops.com]

E você, confiaria 100% em uma câmera no retrovisor ou faz questão do vidro traseiro no seu carro? Escreva nos comentários!

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