Enquanto no Brasil a Geely vende apenas o EX2, o EX5 elétrico e o híbrido EX5 EM-i, na China ela é extremamente gigante. Com isso, ela oferece diversos veículos que mostram até onde sua engenharia consegue chegar. Um deles é o novo Galaxy TT, um sedan elétrico que chega ao mercado chinês em agosto com tecnologias raras até em um carro de luxo.
Só para se ter base da luxuosidade, o interior oferece três telas, projeção com realidade aumentada, geladeira, bancos com massagem e até um pequeno robô interativo. Ou seja, um sedan de quase cinco metros de comprimento para brigar com Xiaomi SU7, BYD Seal, Tesla Model 3 e outros elétricos chineses.
Galaxy TT quase chega aos cinco metros
A Geely chama o Galaxy TT de sedan elétrico esportivo do segmento C. Entretanto, suas dimensões colocariam o modelo entre os sedãs grandes no mercado brasileiro. Ou seja, maior que um Honda Accord (R$ 333.000) e ligeiramente menor que um BMW Série 5 (R$ 643.950)

São 4,99 metros de comprimento, 1,92 m de largura, 1,48 m de altura e 2,92 m de entre-eixos. Ou seja, falta somente um milímetro para ele atingir cinco metros. Só por base de comparação do seu rival direto, o BYD Seal (R$ 299.990), ele tem 4,80 m de comprimento e 2,92 m de entre-eixos.
Visual lembra o Xiaomi SU7
O Galaxy TT usa uma dianteira baixa, fechada e com faróis afilados nas extremidades. Já o para-choque concentra três grandes entradas de ar. Nas laterais, as maçanetas ficam parcialmente escondidas, enquanto as rodas usam desenho aerodinâmico. Além disso, algumas versões recebem pinças de freio amarelas com quatro pistões.

As linhas suaves e a carroceria alongada lembram bastante o Xiaomi SU7. Ainda assim, a Geely tenta criar identidade própria por meio dos faróis e do acabamento traseiro. Atrás, uma faixa iluminada cruza toda a carroceria e reúne 108 elementos de LED. Enquanto isso, mais de 1.500 detalhes gravados a laser formam a assinatura das lanternas.
Aerofólio ativo não está ali apenas para aparecer
O destaque traseiro fica por conta do aerofólio elétrico, que altera sua posição automaticamente conforme a velocidade. O sistema oferece três estágios de ajuste e alcança uma inclinação máxima de 22,5 graus.

Nesta posição, consegue gerar cerca de 52 kg de força descendente da pressão aerodinâmica. Dessa forma, ele pressiona a traseira contra o asfalto em velocidades elevadas. Esse recurso pode melhorar a estabilidade, principalmente nas versões mais potentes. Além disso, quando fechado, ele reduz o arrasto e ajuda na eficiência energética.
Duas versões
A linha terá duas configurações mecânicas. A primeira usa apenas um motor elétrico traseiro que desenvolve 333 cv. Já a versão mais potente acrescenta um propulsor dianteiro e cria tração integral. Com isso, o conjunto alcança 578 cv.

A Geely ainda não divulgou o tempo oficial de aceleração de 0 a 100 km/h. Entretanto, essa potência coloca o Galaxy TT entre os sedãs elétricos mais fortes da categoria.
Potência, porém, não transforma automaticamente um sedã pesado em esportivo. Por isso, a Geely investiu em uma arquitetura mais sofisticada para a suspensão. Na dianteira, o Galaxy TT usa braços triangulares sobrepostos feitos de alumínio. Enquanto isso, a traseira adota um conjunto independente de cinco braços.

Esse arranjo permite controlar melhor os movimentos da carroceria sem sacrificar completamente o conforto. Além disso, oferece mais liberdade para ajustar estabilidade e absorção de impactos.
Autonomia chega aos 725 km
A Geely também oferecerá três tamanhos de bateria, sempre fornecidos pela CATL. As capacidades são de 52,4 kWh, 63,8 kWh e 75,2 kWh. A menor bateria entrega alcance declarado de 540 km. Já a configuração intermediária sobe para 640 km.

Com o maior pacote, o Galaxy TT alcança 650 km ou 725 km, dependendo da versão. Entretanto, todos esses números seguem o ciclo chinês CLTC, extremamente otimista quando comparado com o nosso Inmetro. Ademais, independentemente da bateria, o sedan chinês usa uma plataforma elétrica de 800 volts.
Geladeira vira apenas um detalhe no interior
A cabine mostra como os carros chineses começaram a transformar conforto em uma disputa própria. Nesse caso, a Geely não se limitou a uma tela enorme. O Galaxy TT oferece um compartimento de 5,2 litros que refrigera ou aquece bebidas e alimentos. Assim, o motorista pode carregar uma bebida gelada ou manter uma refeição aquecida.

Além disso, o sedan possui um porta-malas dianteiro de 110 litros. Atrás, há 475 litros no compartimento principal e outros 53 litros sob o assoalho. A cabine ainda espalha 37 porta-objetos, incluindo uma gaveta de 12 litros diante do passageiro e outra de 8,5 litros na traseira.
Bancos oferecem massagem controlada por inteligência artificial
Os assentos também vão além dos ajustes elétricos tradicionais. Dependendo da configuração, eles oferecem ventilação e massagem em 14 pontos. Segundo a Geely, o sistema usa inteligência artificial para adaptar o funcionamento ao ocupante.

O teto panorâmico possui 1,97 m2 e cobre grande parte da cabine. Além disso, quatro combinações de acabamento tentam criar ambientes completamente diferentes.
O Galaxy TT também estreia a segunda geração do sistema Flyme Auto, desenvolvido a partir do ecossistema tecnológico da Geely. O conjunto reúne quadro de instrumentos digital, central multimídia e head-up display com realidade aumentada. Além disso, as três interfaces conseguem compartilhar informações.

A cabine também recebe um pequeno robô chamado EVA, que responde a comandos de voz e tenta interpretar o comportamento dos ocupantes. Pode parecer um exagero, mas é isso mesmo que as chinesas estão disputando consigo mesmo. Quem traz mais, vence.
LiDAR e recursos de assistência
No teto, o sensor LiDAR identifica objetos ao redor usando pulsos de luz. Além disso, câmeras e radares completam a leitura do ambiente. Ainda assim, esses recursos não tornam o Galaxy TT totalmente autônomo.
E você, teria um Geely Galaxy TT na garagem? Deixe seu comentário!


