A BMW desenha os próximos passos e anunciou profundas mudanças em seu portfólio de produtos. As medidas vão desde a criação de um SUV gigante focado no mercado norte-americano até o fim definitivo das minivans na Europa, passando pelo resgate da marca Alpina e um choque de nacionalização na China.
Nos Estados Unidos, a força dos SUVs dita o tom dos investimentos. Após registrar um recorde de 388.897 veículos entregues no ano passado (alta de 4,7% sobre o período anterior), a BMW confirmou que estuda lançar um inédito modelo para se posicionar acima do X7 e do polêmico XM.

De olho no Audi Q9 e no luxo da Alpina
Essa ofensiva responde diretamente ao avanço da concorrência e visa frear o recente Audi Q9, o qual foi projetado para enfrentar tanto o X7 quanto o Mercedes-Benz GLS, assim como peitar o Cadillac Escalade e o Jeep Grand Wagoneer.
Embora a BMW mantenha mistério sobre as dimensões do novo produto, a notícia ressuscita os rumores sobre o inédito BMW X8. Por outro lado, a marca pode optar por uma variante cupê de grande porte ou uma versão de altíssimo luxo seguindo os moldes do Mercedes-Maybach GLS.


O apetite da BMW
O gosto americano por utilitários é tão forte que a fábrica de Spartanburg, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, opera atualmente em capacidade máxima. Por isso, a diretoria da BMW já estuda alternativas para expandir sua infraestrutura globalmente.
Enquanto isso, a BMW já confirmou para 2027 o lançamento do primeiro modelo assinado pela Alpina desde a incorporação total da preparadora pelo grupo. A novidade usará a base do Série 7 e se posicionará entre os carros de topo da BMW e os modelos ultra-exclusivos da Rolls-Royce.

Foco na China e a transição na Europa
Do outro lado do mundo, o foco está na agilidade de produção. A BMW trouxe um plano de simplificação de gama no mercado chinês, assim como traçou uma meta ousada: fabricar localmente 95% dos carros vendidos no país até 2030, atendendo com mais rapidez às exigências do consumidor chinês por tecnologia.
Já no Velho Continente, a transição para a mobilidade elétrica decreta o fim de modelos conhecidos. Aliás, já confirmou que o Série 2 Active Tourer sairá de linha em breve sem deixar substituto direto, encerrando a participação da BMW no segmento de monovolumes.


Em contrapartida, o iX3 precisou de apenas dois meses para ultrapassar a marca de 10.000 unidades comercializadas. Sendo assim, impulsionada por esse desempenho, a BMW terá em 2028 um elétrico inédito. Ele atuará no segmento de entrada de grande volume utilizando a arquitetura da família Neue Klasse, herdando as tecnologias dos veículos mais caros da gama.

E você, acha que a A BMW precisa de um SUV ainda maior que o X7? Escreva nos comentários.


