A BYD alcançou duas marcas simbólicas no polo de Camaçari (BA), o maior complexo industrial do fabricante chinês fora da Ásia. Apenas nove meses após o início oficial da primeira fase de operações no Brasil, registrou o volume acumulado de 100.000 veículos eletrificados produzidos no país e atingiu o quadro de 5.500 colaboradores diretos contratados na planta baiana.
O carro da marca histórica foi um BYD Dolphin Mini. Além dele, a linha de montagem local produz em regime de CKD o sedan híbrido King e o utilitário esportivo Song Pro.
![BYD King GS [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/12/byd-king-gs-2026-18-1320x743.webp)

Ritmo de expansão e foco local
A velocidade de contratações em Camaçari reflete o agressivo cronograma do fabricante. O complexo atingiu os primeiros mil funcionários em 60 dias, triplicou o volume em seis meses e agora chega aos 5.500 trabalhadores com menos de um ano de operação. Do total de contratados na planta, 86% são do estado da Bahia e mais da metade (52%) reside no município de Camaçari.
Atualmente, o complexo industrial ocupa uma área total de 4,65 milhões de metros quadrados. A capacidade inicial instalada da linha é de 150.000 veículos/ano. No entanto, o projeto de longo prazo prevê escalabilidade para atingir até 600.000 unidades anuais.

BYD: segunda fase começa no segundo semestre
A atual marca de 100.000 unidades foi atingida ainda sob o regime inicial de montagem das peças importadas. Contudo, a BYD se prepara para alterar profundamente a dinâmica da unidade de Camaçari na segunda metade de 2026. Está prevista para o próximo semestre a inauguração das áreas de estamparia, soldagem e pintura. Além disso, as novas instalações permitirão a nacionalização real dos processos produtivos, reduzindo a dependência de componentes pré-montados importados da China.
O investimento total anunciado para o complexo baiano é de R$ 5,5 bilhões. Quando a fábrica operar em capacidade máxima e com o ciclo completo de produção ativo, a expectativa é de que o complexo gere até 20.000 empregos, entre postos diretos e indiretos.


E você, acha que as marcas tradicionais ainda têm fôlego para reagir a essa invasão ou as marcas chinesas já são um caminho sem volta? Escreva nos comentários!


