Ao vivo
Home » Novidades » BYD chega a 100.000 carros na Bahia e prepara o passo mais temido pelos rivais

Novidades

BYD chega a 100.000 carros na Bahia e prepara o passo mais temido pelos rivais

Em nove meses, a chinesa BYD atinge 100.00 carros produzidos na Bahia e acelera a transição para a produção nacional completa

3 min de leitura

A BYD alcançou duas marcas simbólicas no polo de Camaçari (BA), o maior complexo industrial do fabricante chinês fora da Ásia. Apenas nove meses após o início oficial da primeira fase de operações no Brasil, registrou o volume acumulado de 100.000 veículos eletrificados produzidos no país e atingiu o quadro de 5.500 colaboradores diretos contratados na planta baiana.

O carro da marca histórica foi um BYD Dolphin Mini. Além dele, a linha de montagem local produz em regime de CKD o sedan híbrido King e o utilitário esportivo Song Pro.

Ritmo de expansão e foco local

A velocidade de contratações em Camaçari reflete o agressivo cronograma do fabricante. O complexo atingiu os primeiros mil funcionários em 60 dias, triplicou o volume em seis meses e agora chega aos 5.500 trabalhadores com menos de um ano de operação. Do total de contratados na planta, 86% são do estado da Bahia e mais da metade (52%) reside no município de Camaçari.

Atualmente, o complexo industrial ocupa uma área total de 4,65 milhões de metros quadrados. A capacidade inicial instalada da linha é de 150.000 veículos/ano. No entanto, o projeto de longo prazo prevê escalabilidade para atingir até 600.000 unidades anuais.

Fábrica da BYD em Camaçari, Bahia
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) [Divulgação]

BYD: segunda fase começa no segundo semestre

A atual marca de 100.000 unidades foi atingida ainda sob o regime inicial de montagem das peças importadas. Contudo, a BYD se prepara para alterar profundamente a dinâmica da unidade de Camaçari na segunda metade de 2026. Está prevista para o próximo semestre a inauguração das áreas de estamparia, soldagem e pintura. Além disso, as novas instalações permitirão a nacionalização real dos processos produtivos, reduzindo a dependência de componentes pré-montados importados da China.

O investimento total anunciado para o complexo baiano é de R$ 5,5 bilhões. Quando a fábrica operar em capacidade máxima e com o ciclo completo de produção ativo, a expectativa é de que o complexo gere até 20.000 empregos, entre postos diretos e indiretos.

E você, acha que as marcas tradicionais ainda têm fôlego para reagir a essa invasão ou as marcas chinesas já são um caminho sem volta? Escreva nos comentários!

Deixe um comentário

Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

Você também poderá gostar