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Deixaram saudade ou alívio? 5 marcas de carros que fugiram do Brasil

Entenda por que marcas como Mazda, Seat e Smart abandonaram o Brasil e quais modelos deixaram saudades em nosso mercado

3 min de leitura

A história do mercado automotivo brasileiro é marcada por ciclos de abertura e protecionismo. Desde a reabertura das importações na década de 1990, diversos fabricantes tentaram se consolidar, mas sucumbiram a crises econômicas, mudanças de estratégia global ou precificação equivocada. Relembramos cinco montadoras que deixaram órfãos, assim como curiosidades mecânicas em solo brasileiro.

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Smart

Smart Fortwo branco de frente em movimento [divulgação]
Smart Fortwo [Divulgação]

A Smart desembarcou no Brasil em 2009 sob a tutela da Mercedes-Benz. O ForTwo levava a proposta de mobilidade urbana ao extremo. Com apenas 2,69 metros de comprimento, o carro era a solução técnica ideal para as vagas apertadas. Contudo, o ForTwo era pequeno demais para um ticket tão elevado. E a marca encerrou as operações brasileiras em 2016.

Daewoo

Espero
Daewoo Espero [Divulgação]

A Daewoo aproveitou a abertura dos portos para introduzir o Espero, um sedan assinado pelo estúdio italiano Bertone e mecânica compartilhada com a linha GM. O carro oferecia um nível de equipamentos superior ao Chevrolet Vectra por um preço competitivo, o que gerou vendas expressivas. No entanto, após uma crise financeira na matriz sul-coreana em 1999, a General Motors absorveu a operação, e modelos como o Matiz passaram a ostentar o logotipo da Chevrolet em outros mercados.

Daihatsu

A Daihatsu foi uma marca que tomou a decisão de desistir do Brasil
Daihatsu Feroza [Divulgação]

A Daihatsu teve uma passagem curta, mas marcante, pelo Brasil na década de 1990. Trouxe o Cuore, um legítimo kei-car com motor 0.8 que desafiava a lógica de espaço interno, e o Terios, um SUV subcompacto com tração integral, que antecipou a febre dos utilitários urbanos. A marca não sobreviveu à virada do milênio no mercado nacional, deixando para trás veículos que ainda são valorizados por sua robustez simplificada.

Mazda

A Mazda foi uma marca de carros japoneses que teve participação no mercado brasileiro
Mazda Miata de primeira geração [Divulgação]

A Mazda é uma das ausências mais sentidas pelos entusiastas de dinâmica veicular. Nos anos 1990, o MX-5 Miata tornou-se um ícone com seus faróis escamoteáveis e distribuição de peso equilibrada. A marca operou de forma independente e não resistiu às oscilações cambiais da época. Hoje, a Mazda mantém uma presença forte em mercados vizinhos, como o Chile.

Seat

A Seat foi uma das marcas que tomou a decisão de sair do Brasil
Seat Cordoba [Divulgação]

Pertencente ao conglomerado Volkswagen, a Seat chegou ao Brasil com o hatch Ibiza e o sedan Córdoba. Compartilhando plataformas e motores com o Polo e o Voyage da época, a marca espanhola tentou imprimir uma identidade mais jovem e esportiva. O conflito de portfólio acabou inviabilizando a operação. Curiosamente, a divisão de performance Cupra tornou-se tão relevante globalmente que hoje opera como marca independente, enquanto a Seat se posiciona como a porta de entrada acessível do grupo na Europa.

Qual desses modelos você ainda vê rodando pelas ruas ou gostaria de ter na sua garagem por puro saudosismo? Escreva nos comentários.

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Felipe Yamauchi

Formado em jornalismo, é muito curioso e gosta de entender como tudo funciona. Como jornalista, já trabalhou no ramo de entretenimento, saúde, embarcações e agora fala de carros de uma segunda-feira até a outra sem nenhum problema. É um entusiasta da onda de SUVs.

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