A história do mercado automotivo brasileiro é marcada por ciclos de abertura e protecionismo. Desde a reabertura das importações na década de 1990, diversos fabricantes tentaram se consolidar, mas sucumbiram a crises econômicas, mudanças de estratégia global ou precificação equivocada. Relembramos cinco montadoras que deixaram órfãos, assim como curiosidades mecânicas em solo brasileiro.
Smart
![Smart Fortwo branco de frente em movimento [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2024/08/smart_fortwo-1320x792.webp)
A Smart desembarcou no Brasil em 2009 sob a tutela da Mercedes-Benz. O ForTwo levava a proposta de mobilidade urbana ao extremo. Com apenas 2,69 metros de comprimento, o carro era a solução técnica ideal para as vagas apertadas. Contudo, o ForTwo era pequeno demais para um ticket tão elevado. E a marca encerrou as operações brasileiras em 2016.
Daewoo

A Daewoo aproveitou a abertura dos portos para introduzir o Espero, um sedan assinado pelo estúdio italiano Bertone e mecânica compartilhada com a linha GM. O carro oferecia um nível de equipamentos superior ao Chevrolet Vectra por um preço competitivo, o que gerou vendas expressivas. No entanto, após uma crise financeira na matriz sul-coreana em 1999, a General Motors absorveu a operação, e modelos como o Matiz passaram a ostentar o logotipo da Chevrolet em outros mercados.
Daihatsu

A Daihatsu teve uma passagem curta, mas marcante, pelo Brasil na década de 1990. Trouxe o Cuore, um legítimo kei-car com motor 0.8 que desafiava a lógica de espaço interno, e o Terios, um SUV subcompacto com tração integral, que antecipou a febre dos utilitários urbanos. A marca não sobreviveu à virada do milênio no mercado nacional, deixando para trás veículos que ainda são valorizados por sua robustez simplificada.
Mazda

A Mazda é uma das ausências mais sentidas pelos entusiastas de dinâmica veicular. Nos anos 1990, o MX-5 Miata tornou-se um ícone com seus faróis escamoteáveis e distribuição de peso equilibrada. A marca operou de forma independente e não resistiu às oscilações cambiais da época. Hoje, a Mazda mantém uma presença forte em mercados vizinhos, como o Chile.
Seat

Pertencente ao conglomerado Volkswagen, a Seat chegou ao Brasil com o hatch Ibiza e o sedan Córdoba. Compartilhando plataformas e motores com o Polo e o Voyage da época, a marca espanhola tentou imprimir uma identidade mais jovem e esportiva. O conflito de portfólio acabou inviabilizando a operação. Curiosamente, a divisão de performance Cupra tornou-se tão relevante globalmente que hoje opera como marca independente, enquanto a Seat se posiciona como a porta de entrada acessível do grupo na Europa.
Qual desses modelos você ainda vê rodando pelas ruas ou gostaria de ter na sua garagem por puro saudosismo? Escreva nos comentários.


