Ao vivo

Home » Novidades » Ferrari Luce quer corrigir erro dos carros elétricos e até a NASA entrou no projeto

Novidades

Sentido oposto

Ferrari Luce quer corrigir erro dos carros elétricos e até a NASA entrou no projeto

Fabricante de Maranello admite que aceleração exagerada dos carros elétricos incomoda o cérebro e promete entregar emoção real ao volante

3 min de leitura

A Ferrari decidiu encarar um problema pouco discutido nos carros elétricos: a aceleração forte demais. Para resolver isso, a marca contou com ajuda da NASA no desenvolvimento do novo Luce. Sim, você leu certo. Enquanto muitas marcas tentam fazer os carros elétricos cada vez mais rápidos, a Ferrari foi na direção oposta para buscar entender até que ponto a aceleração contínua é prazerosa, sem se tornar desconfortável.

Ferrari admite problema nos elétricos

Durante entrevista ao site Autocar, o CEO Benedetto Vigna explicou que alguns elétricos aceleram de forma tão linear e intensa que acabam causando uma sensação estranha no cérebro. “A aceleração longitudinal, se excessiva, às vezes perturba nosso cérebro”.

Segundo ele, isso não é exatamente uma vantagem, e sim pode até afastar o motorista da experiência emocional que sempre definiu a Ferrari. Por isso, a marca trabalhou junto com a NASA para entender qual é o limite de aceleração longitudinal, ou seja, aquela em linha reta, que ainda gera prazer sem incomodar. 

Volante e painel do primeiro carro elétrico da Ferrari
Detalhes do Ferrari Luce [Divulgação]

Para a marca italiana, não basta acelerar rápido. O Luce foi desenvolvido com cinco pilares que definem a experiência ao volante. O primeiro é a aceleração longitudinal, agora mais equilibrada. Além disso, entra também a aceleração lateral, que influencia diretamente na sensação em curvas.

O sistema de freios também recebeu atenção especial, já que a desaceleração faz parte da percepção de desempenho. Em seguida, aparece um elemento curioso em um elétrico, as trocas de marcha.

Volante e painel de carro elétrico da Ferrari
Volante e painel de carro elétrico da Ferrari [Divulgação]

Mesmo sem câmbio tradicional, o Luce terá paddle shifters atrás do volante. Porém, ao contrário do que acontece em outros carros elétricos, eles não vão controlar a regeneração de energia. 

Aqui, a ideia é ajustar o nível de entrega de torque, criando uma sensação mais próxima de trocas reais. Mas a Ferrari ainda não confirmou se vai simular marchas como o Hyundai Ioniq 5 N, mas tudo parece que o caminho é esse, ou algo bem próximo.

Som de elétrico, mas com identidade Ferrari

Ferrari EV camuflada de traseira andando na cidade
Ferrari EV [Autocar]

Outro ponto é o som. Em vez de imitar motores a combustão, a Ferrari decidiu trabalhar o som real do motor elétrico. Segundo Vigna, o problema atual é que muitos associam motores elétricos a sons agudos e incômodos. Todavia, existem frequências mais graves e agradáveis que podem ser exploradas, sem parecer artificial.

O Ferrari Luce deve rodar mais de 500 km com uma carga, número competitivo, mas longe de ser o foco do projeto. 

E você, acha que limitar a aceleração faz sentido para preservar a experiência de dirigir? Deixe seu comentário!

Deixe um comentário

Assuntos

Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

Você também poderá gostar