Se engana feio que acha que a Ford só vende apenas Mustang, Ranger ou F-150. Nos Estados Unidos, a Lincoln ocupa o posto de marca de luxo do grupo e tenta roubar clientes justamente de nomes como Mercedes-Benz, BMW, Audi e Lexus. Agora, seu principal produto passou por uma atualização para continuar nessa briga: o Lincoln Nautilus 2027.
O novo SUV da submarca premium da Ford ganhou uma nova dianteira, mudanças no acabamento e mais equipamentos, embora a mecânica continue praticamente igual. Vale lembrar que o Nautilus se tornou uma peça importante para a marca e vendeu cerca de 34 mil unidades nos Estados Unidos em 2025. A nova linha já aceita pedidos por lá e começa a chegar às concessionárias no início de 2027.
Ford mexeu principalmente no rosto do Nautilus
A mudança aparece logo de cara. A Lincoln aumentou a grade e redesenhou capô, para-lamas e iluminação dianteira. Dependendo da configuração, o para-choque também muda bastante, enquanto o pacote Jet Appearance coloca uma moldura preta enorme ao redor da grade.

E aí vai muito do gosto. O Nautilus ficou mais chamativo, mas talvez até demais em algumas combinações. De qualquer forma, a intenção fica clara: dar mais presença a um SUV que precisa disputar atenção em um segmento cheio de modelos alemães bastante conhecidos.
As rodas também mudaram e agora aparecem em diferentes desenhos entre 19 e 22 polegadas. Atrás, a Lincoln redesenhou para-choque e lanternas, além de eliminar os falsos acabamentos que simulavam saídas de escapamento.

Duas novas cores também entram na linha: Nocturnal Blue e Frosted Fig, esta última exclusiva da versão mais cara Black Label.
Por dentro, a tela continua sendo o grande exagero
Se por fora o Nautilus mudou, por dentro a Ford não tinha muitos motivos para mexer naquilo que mais chama atenção.
O SUV continua usando uma tela panorâmica de 48 polegadas atravessando praticamente todo o painel. Além dela, existe uma central sensível ao toque mais abaixo para controlar as principais funções do carro.

O sistema trabalha com Google Maps e outros serviços integrados, enquanto o proprietário recebe quatro anos de conectividade e também quatro anos do BlueCruise 1.5, sistema da Ford que permite condução sem as mãos em determinadas rodovias e já consegue realizar mudanças automáticas de faixa.
A Lincoln também mexeu nas combinações de acabamento. Além disso, o pacote Renew junta a experiência Lincoln Rejuvenate com bancos dianteiros de 24 ajustes e função de massagem.
Pode escolher entre turbo ou híbrido

Debaixo do capô, praticamente nada mudou. A configuração convencional mantém o 2.0 turbo de quatro cilindros com 250 cv e 38,7 kgfm, ligado ao câmbio automático de oito marchas.
Já quem quiser eletrificação pode escolher o híbrido. Ele também parte do motor 2.0 turbo, mas adiciona um propulsor elétrico de 100 kW e chega aos 285 cv combinados, trabalhando com transmissão continuamente variável.

Nos dois casos, o Nautilus utiliza tração integral. Não é exatamente um SUV pensado para bater de frente com os alemães pelo comportamento mais esportivo. A Lincoln joga suas fichas principalmente em conforto, silêncio e equipamentos, tentando oferecer bastante conteúdo por um preço menor do que alguns rivais europeus.
O mais curioso é que esse Ford de luxo vem da China
Existe ainda um detalhe interessante nessa história. Apesar de ser vendido como um produto de luxo norte-americano, o Nautilus que chega aos Estados Unidos é produzido na China. Isso virou até um problema para a Ford.

Os Estados Unidos atualmente aplicam uma tarifa de 52,5% sobre o Nautilus importado da China, e Jim Farley, CEO da Ford, confirmou que a companhia pretende transferir a produção de alguns Lincoln para os Estados Unidos a partir de 2030.
Você escolheria um Lincoln Nautilus no lugar de um Mercedes-Benz ou BMW? Deixe seu comentário!


