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Nissan Kicks ganha versão aventureira rival do Jeep Renegade

Novo Kicks Rock Creek recebe tração integral, modo off-road e visual mais parrudo, algo que seria mais do que legal se tivéssemos aqui 

3 min de leitura

O Nissan Kicks ganhou uma versão bem mais interessante nos Estados Unidos do que conhecemos aqui no Brasil. Chamada de Rock Creek, ela pega o SUV compacto que já conhecemos e adiciona visual aventureiro, tração integral e até recursos pensados para sair do asfalto. E é justamente aí que começa aquela pontinha de inveja para o brasileiro.

Por aqui, o novo Kicks chegou mais sofisticado, maior e com motor 1.0 turbo da família Horse com 120/125 cv e 20,4/22,4 kgfm (gasolina/etanol). Nos Estados Unidos, porém, a Nissan decidiu explorar outro lado do SUV e criou uma configuração que mistura aparência mais robusta com algumas mudanças mecânicas de verdade.

Visual fica bem mais parrudo

A transformação começa por fora. O Kicks Rock Creek recebe uma grade exclusiva, emblemas próprios e rodas de liga leve de 17 polegadas. Além disso, há barras no teto e novas luzes diurnas, deixando o conjunto bem mais próximo da proposta aventureira que o nome tenta vender.

Nissan Kicks Rock Creek com tração AWD nos EUA
Nissan Kicks Rock Creek [Divulgação]

Não estamos falando de um Kicks preparado para trilha pesada, claro. Ainda assim, a Nissan não ficou apenas nos adesivos e acabamentos escurecidos.

Tração integral muda a proposta

A principal diferença aparece justamente onde o Kicks brasileiro não consegue acompanhar. O Rock Creek será vendido apenas com tração integral AWD. Além disso, a Nissan adicionou um modo específico para condução fora de estrada e controle de descida.

Nissan Kicks Rock Creek com tração AWD nos EUA
Nissan Kicks Rock Creek [Divulgação]

Ou seja, ainda é um SUV urbano na maior parte do tempo, mas pelo menos existe alguma capacidade extra para entrar na terra, lama leve ou pisos de baixa aderência. No Brasil, todas as versões do Kicks utilizam tração dianteira.

Interior também ganhou personalidade

Por dentro, a Nissan não mudou completamente o Kicks, mas adicionou alguns detalhes exclusivos. Os bancos e diferentes partes da cabine recebem costuras laranja, enquanto os tapetes de borracha levam o nome Rock Creek.

Nissan Kicks Rock Creek com tração AWD nos EUA
Nissan Kicks Rock Creek [Divulgação]

Além disso, entram bancos aquecidos e volante aquecido, equipamentos que fazem muito mais sentido no inverno norte-americano do que no nosso clima. A central multimídia permanece com as 12,3 polegadas, com Apple CarPlay, enquanto o sistema de som Bose possui dez alto-falantes.

Aqui seria uma versão interessante

O mais curioso é que uma configuração desse tipo faria sentido no Brasil, embora, sabemos que ela seria para um público bem específico. Curiosamente o nosso Kicks com motor três cilindros oferece mais torque que o americano.

Nissan Kicks Rock Creek com tração AWD nos EUA
Nissan Kicks Rock Creek [Divulgação]

Por lá, ele utiliza o 2.0 aspirado de 141 cv e 19,7 kgfm com câmbio CVT. Desta forma, aqui os quase 130 cv ainda dariam conta do recado com uma tração integral. No entanto, embora fizesse sentido por aqui o produto contra um Jeep Renegade Willys, por exemplo, para Nissan não seria uma escolha certa diante a crise econômica que a montadora vive. 

Nos Estados Unidos, o Kicks Rock Creek custa US$ 30.385, já incluindo a taxa de entrega, e chegará como parte da linha 2027. Esse valor, sem considerar impostos, chegaria perto dos R$ 158 mil. Praticamente o valor da versão de entrada por aqui produzida em Resende (RJ) que custa R$ 159.990. Por isso, de fato, o contexto geral, não seria favorável para a versão aventureira do SUV compacto por aqui.

Você gostaria de ver um Nissan Kicks Rock Creek vendido no Brasil? Deixe seu comentário! 

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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