A indústria irá testemunhar uma simbólica inversão de papel. A gigante chinesa Geely já dita o ritmo tecnológico na Volvo e na Mercedes-Benz. Sobretudo, a próxima geração da Ford Ranger pode, e talvez deva, ser construída sobre uma arquitetura chinesa. Um convite que coloca a Ford entre o orgulho histórico e a sobrevivência financeira.
Essa mudança estratégica baseia-se em uma lógica matemática, já que desenvolver uma arquitetura inédita exige um alto investimento que poucas marcas tradicionais conseguem sustentar sozinhas hoje. A proposta foca em oferecer uma base, aproveitando que a Geely já prepara uma caminhonete média global para 2028, projetada do zero para ser sustentável.


O corte de custos
Além da tecnologia, o compartilhamento permitiria à Ford um corte de custos, poupando anos de engenharia e bilhões em pesquisa ao utilizar uma inteligência que a China já domina e pretende exportar em escala global, segundo informações do Carscoops.com.
Alex Gu, vice-presidente da Geely Auto International, apontou o Calcanhar de Aquiles da atual Ranger. Segundo ele, o projeto atual não atende às rigorosas normas de eficiência, exceto na opção híbrida plug-in. Quando questionado sobre a possibilidade de uma picape compartilhada, Gu disparou um retórico “Por que não?”, acrescentando que a colaboração com chineses é, hoje, o caminho mais eficiente para qualquer marca.

Ford e Geely: um novo rumo
A postura revela que a China não quer só vender veículos, mas sim consolidar-se como a fornecedora da inteligência por trás deles. O desenvolvimento conjunto permitiria que a Ford mantivesse o prestígio histórico da marca Ranger, enquanto a Geely entregaria a tecnologia necessária para atender às rigorosas normas ambientais.
Essa parceria facilitaria a entrada da Geely no mercado americano e garantindo à Ford o fôlego necessário para não sucumbir à obsolescência em um mundo eletrificado. No entanto, se a próxima Ford Ranger nascer com DNA chinês, teremos a prova final de que o eixo do poder automotivo mudou: a marca que ensinou o mundo a produzir em massa estaria, agora, aprendendo a sobreviver com quem dominou a nova era da mobilidade.


Você compraria uma Ford Ranger sabendo que toda a alma tecnológica é chinesa? Escreva nos comentários.




Nada demais, gerações anteriores tinha a Mazda como parceiro…o mundo corporativo não tem como ficar presos a ideais…quem tem os meios comanda…e sempre que surge novos competidores tem essas desconfianças…foi assim com japoneses, depois coreanos e agora com os chineses.
A grande dúvida será se essa nova Ranger estará disponível para o mercado americano de fato, ou só seria vendida para o resto do mundo?