O CEO da Ford, Jim Farley, há meses alerta sobre o avanço e as ameaças que as fabricantes chinesas oferecem às marcas tradicionais. Agora, porém, a própria Ford aparece ligada justamente a uma possível parceria com a montadora chinesa Geely para utilizar uma fábrica na Europa.
Segundo publicações dos jornais La Tribuna de Automoción, aa negociação da Geely com a Ford estão cada vez mais fortes e agora com chance de utilizar uma linha de montagem da Ford em Valência, na Espanha, para fabricar veículos eletrificados destinados ao mercado europeu.
Ford não vai fabricar carros da Geely
Pelo o que as informações mostram até agora, a Ford não vai ter nenhuma ligação na produção dos carros da Geely. A montadora americana apenas cederia uma linha do espaço industrial que está ociosa dentro da planta de Almussafes para a chinesa utilizar.

Ou seja, a Geely aproveitaria uma estrutura já pronta da Ford para fabricar seus veículos localmente na Europa para ganhar uma bela vantagem estratégica, já que não teria que gastar para comprar uma fábrica por completo ou criar uma do zero.
Desta forma, com a produção de carros da Geely na Europa, a fabricante de Taizhou conseguiria escapar das tarifas impostas pela União Europeia aos veículos elétricos chineses.

Hoje, alguns modelos da Geely enfrentam sobretaxa de 18,8% além dos 10% tradicionais de importação. Por outro lado, a Ford também pode se beneficiar do acordo ao lucar com uma linha de montagem que está vazia.
EX2 pode ser o primeiro modelo
Segundo a publicação, os modelos cotados para serem produzidos são os veículos baseados na arquitetura Global Intelligent New Energy Architecture (GEA) da Geely hoje que sustenta diversos veículos da marca, inclusive o EX5 e o EX2, esse último um dos cotados para produção, além do sedã Galaxy E5.
Ford também pode ganhar com a parceria

A possível parceria não envolve somente o aluguel de espaço industrial. Segundo a Reuters, a Ford também negocia acesso a tecnologias da Geely, principalmente dos sistemas avançados de assistência à condução (ADAS) e conectividade.
Jim Farley já admitiu publicamente que as montadoras chinesas avançaram muito mais rápido em áreas como software, conectividade e carros elétricos, então porque não imaginar essa proximidade de interesse também.

Há até comentários que, dependendo da proximidade entre as fabricantes, a Ford poderá utilizar a mesma plataforma chinesa em um futuro modelo próprio, como o Puma. Ou até mesmo o nascimento de um novo Fiesta elétrico, que é dito como um dos planos da Ford em vender o hatchback como um carro acessível.
Não confunda Renault e Geely com Ford
Vale lembrar que no Brasil a Geely e a Renault tem uma parceria estratégica muito mais profunda, já que a Geely comprou 26,4% da Renault do Brasil e virou sócia minoritária da operação brasileira. Com isso, a chinesa tem acesso à fábrica de São José dos Pinhais (PR), à rede de concessionárias e à estrutura industrial da Renault.

Além disso, a marca francesa também tem direito de utilizar plataformas e tecnologias da Geely em projetos eletrificados, como é o caso do Renault Koleos que não é nada menos que um Geely Monjaro.
Planta espanhola vive momento delicado
Outro ponto interessante de destacarmos é que a planta de Almussafes da Ford já foi uma das mais importantes na Europa. Durante anos, eram produzidos o Ford Fiesta, Mondeo e outros veículos de grande volume.

Hoje, todavia, a planta produz basicamente o SUV Kuga e opera muito abaixo da capacidade. Em 2025, por exemplo, a unidade fez pouco mais de 100 mil veículos, muito abaixo dos 400 mil anuais que já produziu. Por isso, a chegada da Geely pode ser um sinal para manter/crescer empregos e fornecedores também.
E você, acha que a Ford faz certo ao se aproximar da Geely? Deixe seu comentário!




A verdade , é que as montadoras tradicionais , estão ferradas . Os chineses estão vindo com carros bons , bonitos e baratos , enquanto as tradicionais estão cochilando .
Sabe de nada inocente