A General Motors sofreu um revés financeiro nos Estados Unidos ao aceitar o pagamento de uma multa civil ao estado da Califórnia no valor de US$ 12,75 milhões (algo em torno de R$ 63,5 milhões, em conversão direta). As investigações revelaram que a empresa comercializava, de forma oculta, informações de condução dos proprietários para corretoras de seguros.
O caso ganhou contornos graves porque a General Motors havia garantido formalmente aos usuários que manteria o sigilo absoluto sobre as informações de telemetria. Segundo informações do AutoBlog, entre 2020 e 2024, a GM utilizou a base de usuários do sistema OnStar para obter dados de condução dos proprietários.
Aliás, o software registrava em tempo real a localização geográfica dos veículos, as velocidades, a intensidade aplicada no pedal de freio e até mesmo o nível com que o condutor pressionava o acelerador.


Repasse a corretoras inflou o preço de seguros de automóveis
As informações levantadas pelo gabinete do Procurador-Geral da Califórnia apontam que a General Motors repassava os relatórios para corretoras especializadas em análise de risco. A grande controvérsia está nos termos de privacidade da própria montadora, que garantia textualmente que dados de geolocalização e hábitos de direção jamais seriam comercializados.
A quebra de confiança e o monitoramento sem consentimento transformaram o caso em uma das maiores investigações de privacidade do setor automotivo recente. Embora a rígida legislação estadual da Califórnia proteja os motoristas locais contra a utilização desse tipo de rastreamento por parte de companhias de seguros, o cenário foi bem diferente no restante do território norte-americano.

Além disso, investigações paralelas mostram que inúmeros motoristas de outros estados do país sofreram aumentos repentinos nos prêmios de suas apólices após as seguradoras terem acesso ao histórico detalhado de frenagens e acelerações fornecido pela tecnologia da GM.
Bloqueio comercial por cinco anos
Os termos do acordo judicial impõem uma restrição comercial à General Motors, proibindo de vender qualquer dado de condução dos consumidores pelos próximos cinco anos. Sobretudo, em seu posicionamento oficial, a General Motors declarou que já havia desativado por completo o programa de monitoramento de hábitos ao volante, batizado de Smart Driver, ainda no decorrer de 2024, assegurando que as informações dos proprietários permanecem sob sigilo desde então.
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E você, acha que a multa de US$ 12,75 milhões foi justa ou a punição deveria ser maior? Escreva nos comentários.



