Além dos conceitos que antecipam o novo Honda Civic e o Acura RDX, a marca japonesa também detalhou sua nova estratégia corporativa, baseada em três pilares: otimização de custos, melhoria da eficiência no desenvolvimento e concentração de recursos em regiões consideradas prioritárias.
Com isso, a divisão automotiva da Honda será completamente reorganizada nos próximos três anos para voltar a gerar mais lucro. Já as áreas de motos e serviços financeiros também passarão por mudanças, mas em escala menor. A meta da empresa é ambiciosa: atingir lucro operacional de 1,4 trilhão de ienes até 2029.
Honda quer híbridos mais baratos e fábricas mais eficientes
Para alcançar esses números, a montadora japonesa vai apostar pesado em híbridos e elétricos. Somente nos Estados Unidos, a Honda pretende lançar 15 carros híbridos até 2030. Alguns deles, inclusive, têm chances reais de desembarcar no Brasil futuramente. Há até planos para um modelo maior que o CR-V e desenvolvido exclusivamente para o mercado norte-americano.

A nova geração dos sistemas híbridos também será essencial nessa estratégia. Segundo a Honda, o objetivo é reduzir em 30% os custos de produção e aumentar em 10% a eficiência em relação ao já elogiado sistema e:HEV. Além disso, a empresa pretende tornar todas as suas fábricas aptas a produzir veículos híbridos.
Dentro dessa nova reorganização, a Honda definiu quatro regiões prioritárias: Estados Unidos, Japão, China e Índia. O Brasil, aliás, sequer apareceu nos planos divulgados pela marca. No Japão, a empresa vai concentrar investimentos em carros elétricos e kei cars. Já na Índia, o foco estará em novos modelos com menos de quatro metros de comprimento para atender às regras tributárias locais.

A China virou peça-chave nos planos da Honda
A maior revolução da Honda, contudo, virá da China. A fabricante japonesa pretende se unir a marcas locais para criar uma linha mais ampla de elétricos, híbridos plug-in e modelos REEV. Nesse caso, as plataformas serão fornecidas pelas próprias marcas chinesas, aproveitando custos de produção menores e tecnologias elétricas mais avançadas.
Na prática, a Honda percebeu algo que várias montadoras japonesas demoraram para aceitar: os chineses dispararam no desenvolvimento de carros elétricos. Em vez de insistir em fazer tudo sozinha, a marca agora quer acelerar esse processo usando a estrutura pronta dos parceiros locais.

E onde o Brasil entra nessa história?
No Brasil, a Honda deve continuar tratando o segmento de motos como seu principal negócio. Ainda assim, a operação nacional seguirá investindo em automóveis, embora com alguns ajustes estratégicos.
A linha compacta formada por City, City Hatch, WR-V e HR-V continuará sendo o foco da marca na produção local. A próxima geração desses modelos finalmente deverá receber motorização híbrida no Brasil, algo que a Honda promete há bastante tempo.

O WR-V provavelmente será o último a ganhar esse sistema, principalmente por ser um produto de custo mais baixo e lançado recentemente. Já City e City Hatch ainda devem passar por mais uma reestilização antes da troca completa de geração.
Você acha que a Honda vai conseguir se reestruturar? Conte nos comentários.


