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2027 promete

Omoda & Jaecoo confirma híbrido flex no Brasil e detalha estratégia

Marca do grupo Chery terá nova motorização híbrida compatível com o etanol e comenta sobre o plano de nacionalização no Brasil

5 min de leitura

A Omoda & Jaecoo finalmente começou a abrir mais detalhes sobre sua estratégia para o Brasil. Depois das informações obtidas pelo Auto+ durante nossa visita ao centro de pesquisa e desenvolvimento da Chery, em Wuhu, na China, a marca agora confirmou oficialmente que prepara um novo sistema híbrido-flex para o mercado brasileiro.

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A novidade faz parte do plano da fabricante para crescer rapidamente no país e entrar no grupo das 10 maiores marcas do mercado nacional. Além disso, a estratégia implica a eletrificação, adaptação aos combustíveis brasileiros e futura produção local de veículos de alto volume.

Segundo o comunicado da montadora chinesa, o novo conjunto híbrido flex estreia no Brasil a partir do primeiro semestre de 2027 e terá uma arquitetura compatível com E100, ou seja, será preparada para trabalhar com etanol puro.

Jaecoo 7 preto de frente
Jaecoo 7 [Auto+ / João Brigato]

A marca também afirma que os atuais conjuntos motrizes que rodam somente a gasolina, como o Omoda 5 e Jaecoo 7, também tiveram desenvolvimento pensando nas exigências brasileiras, como o uso intensivo de etanol.

Inclusive, o Auto+ comentou junto com o engenheiro Gerson Borini, no Podcast #104, justamente sobre a relação dos veículos importados atuais com a gasolina brasileira.

motor jaecoo 7 PHEV
Jaecoo 7 Prestige [Auto+ / João Brigato]

Hoje, os carros atuais já estão muito mais preparados para lidar com o etanol presente no combustível nacional, por conta da evolução dos materiais, componentes metálicos, gerenciamento eletrônico e sistemas de alimentação.

Além disso, bombas de combustível, linhas, mangueiras, vedação, bicos injetores e outros componentes internos já recebem tem uma preparação maior para trabalhar com um combustível mais corrosivo e com maior presença de etanol em relação a outros mercados.

Brasil exige motores quase exclusivos

Omoda 5 Prestige
Omoda 5 Prestige [Auto+ / João Brigato]

O cenário brasileiro virou um desafio enorme para fabricantes globais. Hoje, além do etanol hidratado vendido diretamente nas bombas, a gasolina brasileira tem uma mistura altíssima de etanol anidro. Atualmente, o país trabalha com E30, enquanto já existem discussões para aumentar ainda mais essa proporção. Isso acaba prejudicando, principalmente, proprietários de veículos antigos somente a gasolina.

Devido a essa situação, as montadoras podem criar calibrações específicas para o nosso mercado, principalmente em motores turbo e híbridos mais modernos. E isso já havia sido antecipado pelo Auto+ durante a conversa com Dr. Yunfei Luan, diretor e chefe de powertrain da Chery Internacional.

Jaecoo 5 estático preto na grama
Jaecoo 5 [Luiz Forelli/Auto+]

Na ocasião, o executivo explicou que o flex fuel é um dos principais focos de desenvolvimento da marca. “Para nós, o flex fuel é mais desafiador. Mas estamos trabalhando nisso”, comentou o Dr. Luan.

Ele também confirmou que a engenharia precisou adaptar diversos componentes do sistema para suportar altas concentrações de etanol. “Você tem um injetor diferente e precisa garantir que o sistema de combustível consiga se adaptar a 100% álcool”, disse.

Novo híbrido flex não substituirá os sistemas atuais

motor Omoda 5 Prestige [Auto+ / João Brigato]
motor Omoda 5 Prestige [Auto+ / João Brigato]

A Omoda & Jaecoo também deixou claro que o novo conjunto híbrido flex não substituirá os motores eletrificados atuais. A ideia da marca é aumentar o portfólio para atender diferentes perfis de consumidores e estratégias de produto.

Segundo Mr. Hu Peng, CEO da Omoda & Jaecoo no Brasil, o novo sistema foi pensado para aumentar a acessibilidade dos veículos eletrificados em segmentos de maior volume.

Omoda 7 PHEV prata visto de lado
Omoda 7 PHEV [Auto+/ Felipe Yamauchi]

“Além de ampliar as opções de motorização disponíveis aos consumidores brasileiros, o novo sistema foi projetado para garantir robustez nas condições operacionais locais, aumentar a acessibilidade dos veículos eletrificados em segmentos de alto volume e fortalecer nossa estratégia de democratização do luxo no Brasil”, explica Mr. Hu.

Isso reforça exatamente aquilo o que tinhámos antecipado nas reportagens anteriores. Durante nossa visita à China, Dr. Yunfei Luan confirmou que a marca trabalha em novos motores híbridos flex especificamente adaptados ao Brasil, incluindo conjuntos que abandonarão a injeção direta de combustível.

Lateral do Omoda 4 azul
Omoda 4 [Auto+ / Luiz Forelli]

Hoje, modelos como Omoda 5 e Jaecoo 7 utilizam motor 1.5 turbo com injeção direta. Porém, a engenharia da Chery confirmou ao Auto+ que os futuros híbridos flex terão injeção indireta justamente para melhorar robustez, custo e adaptação ao combustível brasileiro.

Estratégia de nacionalização

Embora ainda não oficialize o local exato da fábrica, o jornalista Jorge Moraes, da CNN, adianta que a operação acontecerá na planta de Itatiaia (RJ), antiga fábrica da Jaguar Land Rover. Já a própria Omoda & Jaecoo afirma que os futuros modelos híbridos flex estarão ligados à expansão local da marca e à futura nacionalização dos veículos de maior volume.

Jaecoo 7 Prestige [Auto+ / João Brigato]

Além disso, a empresa reafirma que o Brasil virou prioridade estratégica dentro da operação global. O comunicado também reforça o plano de expansão. A Omoda & Jaecoo pretende atingir 150 concessionárias no Brasil até o fim deste ano.

E você, acha que as marcas chinesas finalmente entenderam como adaptar seus carros ao mercado brasileiro? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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