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Jeep Renegade perde uma das versões mais vendidas por culpa do Avenger 

Com nova estratégia, marca tira opção mais barata do Renegade para não ofuscar chegada do Jeep Avenger em 2026

4 min de leitura

A Jeep lançou a linha 2027 do Renegade com mudanças visuais e interior mais próximo de Compass e Commander. Porém uma das alterações que chamou atenção do público foi na estratégia de versões. A marca decidiu tirar de linha a versão Sport, que era a opção de entrada e partia de R$ 118.290, justamente para abrir espaço para a chegada do Jeep Avenger no Brasil.

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Essa decisão não acontece por acaso, já que a Jeep prepara o terreno para posicionar o Avenger como seu SUV mais barato no país, evitando conflito direto dentro da própria gama. Com isso, a versão mais acessível do Renegade passa a ser a Altitude T270, vendida por R$ 129.990.

Saída estratégica para não ofuscar o Avenger

A versão Sport tinha forte apelo comercial, principalmente nas vendas diretas e para o público PCD, além de entregar um bom custo-benefício dentro da linha. Apesar do visual mais simples, com maçanetas e retrovisores em plástico preto e rodas de 17 polegadas, o modelo já trazia um pacote interessante.

Jeep Renegade Sport [Auto+ / João Brigato]

O Renegade Sport oferecia piloto automático, central multimídia com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, computador de bordo, faróis em LED, freio de estacionamento eletrônico, além de suspensão independente nas quatro rodas, entre outros itens. 

Tudo acoplado ao mesmo motor 1.3 T270 flex de 176 cv e 27,5 kgfm com câmbio automático de seis marchas. Ou seja, um pacote competitivo para a faixa de preço. Ainda assim, a Jeep decidiu encerrar a versão para evitar que ela ofusque o lançamento do Avenger, que chega com proposta mais acessível e moderna.

Jeep Renegade Sport [Auto+ / João Brigato]
Jeep Renegade Sport [Auto+ / João Brigato]

Agora, quem quiser um Renegade Sport precisa buscar unidades remanescentes em concessionárias ou recorrer ao mercado de seminovos.

Jeep Avenger chega abaixo do Renegade

O Jeep Avenger tem lançamento previsto para julho de 2026 e será produzido em Porto Real (RJ), já com o visual reestilizado que será apresentado na Europa ao mesmo tempo, conforme apurou o site Autos Segredos. 

Jeep Avenger [divulgação]

O modelo ficará abaixo do Renegade na linha e deve custar entre R$ 120 mil e R$ 145 mil, justamente ocupando o espaço deixado pela versão Sport. As versões serão Altitude, Longitude e Sahara.

Em dimensões, o Avenger mede 4,08 metros de comprimento, 2,56 metros de entre-eixos e traz porta-malas de 355 litros. Além disso, ele utilizará a plataforma modular CMP, a mesma do Peugeot 208 e 2008.

Motor T200 com sistema eletrificado leve

Jeep Avenger e-Hybrid [divulgação]
Jeep Avenger [divulgação]

Falando na família Peugeot, ele trará a mesma tecnologia semi-híbrida dos primos. O Avenger brasileiro usará o motor 1.0 T200 turbo flex semi-híbrido de 12 volts, conhecido também no Fiat Pulse e Fastback

Inicialmente, a expectativa girava em torno de 125/130 cv, porém a potência vai cair para 116 cv por conta de mais uma das novas exigências de emissões que entrarão em vigor em 2027, segundo o site também. Ainda assim, o torque vai permanecer em 20,4 kgfm.

Jeep Avenger [divulgação]

O sistema elétrico utiliza um motor-gerador ligado por correia ao motor a combustão, além de uma bateria de íons de lítio de 12 volts, porém ele não move o carro sozinho. Na prática, ele apenas auxilia o motor térmico em momentos específicos, por isso não se trata de um híbrido de verdade.

E você, acha que a Jeep fez certo ao tirar o Renegade Sport de linha para dar espaço ao Avenger? Compartilhe seu comentário!

0 comentário em “Jeep Renegade perde uma das versões mais vendidas por culpa do Avenger ”

  1. Augusto

    Ele havia perdido a multimídia, fica o adendo

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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