A Leapmotor avança no desenvolvimento de sua tecnologia híbrida flex no Brasil. A estreia do novo conjunto, aliás, deve coincidir com o início da produção nacional dos SUVs B10 e C10 na fábrica da Stellantis em Goiana (PE), complexo industrial que já produz modelos da Jeep, Fiat e Ram.
O investimento faz parte do aporte de R$ 13 bilhões direcionado ao polo pernambucano até 2030, e a estreia da motorização flexível em combustível está prevista para o final de 2027, segundo João Irineu Medeiros, vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis, em entrevista à Autoesporte.
A estratégia vai além da marca chinesa. A Stellantis pretende espalhar o novo conjunto elétrico com extensor de alcance flex por outros veículos do grupo fabricados no país. Com isso, a nova geração do Jeep Compass desponta como uma das principais candidatas a adotar a tecnologia, conforme publicamos anteriormente.

Como funciona a tecnologia REEV flex da Leapmotor
Conhecida pela sigla REEV (Range-Extended Electric Vehicle, ou veículo elétrico de alcance estendido, em tradução livre do inglês), a tecnologia estreou no Leapmotor C10 em 2025. Sobretudo, o sistema emprega um motor a combustão 1.5 16V de quatro cilindros de forma indireta: ele não traciona as rodas, atuando exclusivamente como um gerador de energia para recarregar a bateria.
Diferente dos híbridos tradicionais (HEV) e plug-in (PHEV), onde o propulsor a combustão também envia força diretamente para as rodas, um modelo REEV roda o tempo todo tracionado pelo motor elétrico.


Fim da ansiedade de alcance e consumo reduzido
Essa arquitetura entrega duas vantagens para o consumidor: ela elimina a chamada ansiedade de alcance em viagens longas ou locais sem eletropostos, já que o motor a combustão entra em ação para gerar eletricidade e manter a bateria carregada, dispensando a dependência imediata de tomadas.
Além disso, o sistema garante máxima eficiência e baixo consumo, pois o motor a combustão funciona apenas para gerar energia e opera sempre em sua faixa ideal de rotação, sem o desgaste mecânico e o pico de consumo provocados pelas acelerações do trânsito.

E você, prefere um carro elétrico com extensor de alcance flex ou um híbrido plug-in tradicional? Escreva nos comentários!


