Foi confirmada a produção da MG Motor no Brasil na Planta Automotiva do Ceará (PACE), antiga fábrica da Troller, localizada em Horizonte (CE). Com a operação sob a responsabilidade da Comexport, a confirmação dos modelos MG4 Urban e MG S5 foi publicada originalmente pela revista Quatro Rodas. Contudo, o início da produção tem previsão para ocorrer entre o final de 2026 e os primeiros meses de 2027.
A MG Motor pertence ao gigante grupo chinês SAIC e a operação nacional irá ampliar a capacidade produtiva. De acordo com Moacir Braga, supervisor de engenharia e processos, em entrevista à Quatro Rodas, a montagem do hatch MG4 Urban e do MG S5 ocorrerá em um galpão diferente do utilizado para os modelos Chevrolet Captiva EV e Spark EUV. Há, inclusive, a previsão da chegada de um novo fabricante ao local.


Quem é o MG4 Urban?
O MG4 Urban emprega um conjunto de bateria e motor menores, prometendo um alcance máximo livre de poluentes de até 325 km no ciclo europeu (WLTP). Aliás, pelo padrão do Inmetro, a autonomia deve ficar próxima dos 230 km. Além disso, ele aceita uma potência máxima de recarga de 11 kW em corrente alternada (AC, lenta) e de até 82 kW em corrente contínua (DC, rápida).
A versão europeia usa um motor elétrico de 150 cv e 25,5 kgfm, sendo capaz de ir de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos, com velocidade máxima de 160 km/h, de acordo com os dados do fabricante. Além disso, do outro lado da linha de montagem, o MG5 se posiciona como um modelo médio com motor elétrico de 170 cv e 25,5 kgfm, cumprindo o zero a 100 km/h na faixa dos oito segundos.

O benefício da montagem no Brasil
Equipado com uma bateria de 49 kWh, a autonomia do MG5 é de até 351 km pelo Inmetro. Em estações de corrente contínua (DC), ele recupera a energia em menos de meia hora. Em relação ao MG4, o painel de instrumentos digital cresce para 10,25 polegadas, enquanto o multimídia passa a ser de 12,8 polegadas. O pacote de segurança contempla frenagem autônoma de emergência, seis airbags, alerta de tráfego cruzado traseiro e assistente de permanência em faixa.
Sobretudo, a montagem em regime de CKD no Ceará vai cooperar diretamente para a MG Motor evitar o Imposto de Importação de 35% para carros elétricos. Além de driblar a taxação alfandegária, a estratégia vai aumentar a quantidade de veículos disponíveis em nosso mercado, sem depender exclusivamente da chegada dos navios cargueiros ao Brasil.


E você, com a produção no Ceará e escapando dos 35% de imposto, a MG Motor vai dar trabalho para BYD e GWM? Escreva nos comentários.

